Sexualidade - Homossexualidade



         Prece inicial
         Obs.: apesar de ser uma aula dialogada, a tendência é que os evangelizandos participem bastante, gostando da aula, porque é um tema que desperta interesse. Importante que o evangelizador esteja bem preparado, estudando previamente o tema, e para isso sugerimos a leitura do texto Uma reflexão em torno da sexualidade (veja abaixo). A aula pode ser dividida em duas, se o tempo não for suficiente para desenvolvimento do tema, pois é importante abrir espaço para questionamentos dos evangelizandos, incentivando o diálogo e a participação.
         Primeiro momento: contar a história É dia de Gre-Nal, adaptando para times de sua localidade, se necessário.
É dia de GRE-NAL
         Era dia de Gre-Nal1. Naquela manhã Lucas levantou “com a corda toda”. Colorado2 “doente” tocava “flauta” em todos os gremistas3 que encontrava pela frente. Menosprezava qualquer um que estivesse vestido de azul4.
         Júlio há algum tempo observava as atitudes do filho, preocupando-se com a desvalorização que ele dava às pessoas que pensavam diferente dele. No futebol isto se tornava muito evidente: para Lucas todo gremista era pessoa de menor valor e não merecia seu respeito. O pai procurava alertá-lo que todos mereciam respeito e consideração independente do time que torcia, da música que gostava, do jeito que se vestia...
         Lucas retrucava:
         - Que nada, pai! Gremista é tudo “cabeça fraca” mesmo. – e saía dando risada.
         Mesmo quando o pai lhe mostrava torcedores do Grêmio famosos, cultos, inteligentes, bondosos, ele não ligava. E assim, o pequeno torcedor colorado continuava a conquistar inimizades para si.
         Como fanático pelo Internacional, Lucas praticamente não tirava a camisa do time, nem para dormir. Pensando nisso, Júlio teve uma idéia e convidou o filho para refletir:
         - Imagine, Lucas, que amanhã ao acordar, você, ao invés de estar vestindo a camisa do Inter, estará vestindo a camisa do Grêmio.
         - “Que é isso”? “Tá” louco, pai? Jamais vai acontecer uma coisa destas.
         - Só imagina. Como você se sentiria?
         - Horrível, pai. Eu jamais torceria para o Grêmio. Isso é impossível!
         - Pois bem. Toda vez que nós demonstramos preconceito contra alguém ou separamos pessoas pelas suas idéias ou opções, muitas vezes trazendo prejuízos para elas, é muito provável que em uma próxima reencarnação tenhamos que nascer na condição exata daquele a quem discriminamos. Por exemplo, ainda hoje muitas pessoas têm preconceitos por causa da cor da pele do outro. Se não conseguir superar este problema, aprendendo a respeitar o seu próximo de cor de pele ou origem diferente, a valorizar as pessoas daquela raça, ele poderá renascer no meio daquele povo, para aprender e reparar seus equívocos e perceber, na vivência, que todas as pessoas são iguais e importantes.
         Você entendeu? É como se você acordasse no outro dia com a camisa do time que tanto despreza, colada no corpo, sem poder tirá-la. Aprendendo na convivência, neste caso imposta, a respeitar a opinião, os gostos e a forma de viver dos outros. Até chegar o momento que você aprende a amá-los.
         Lucas não respondeu, ficou calado e pensativo. A idéia do pai tinha lógica. Talvez agora, não pensaria mais que, só porque o outro torce por um time diferente, é um ser inferior ou um inimigo, mas somente alguém que pensa diferente, mesmo que não concorde. Mas, quando viu Thiago passar pela frente de sua casa, não perdeu a chance:
         - E aí, tricolor5. “Tá” preparado pra perder? Vai dar Inter, 3 a 0.
         E, apesar da brincadeira, para o espanto de Thiago, logo ele o convidou para “bater uma bolinha” no campinho do bairro, algo que ele jamais havia feito antes com um gremista.
Luis Roberto Scholl
         1 Gre-Nal: principal disputa de futebol no Rio Grande do Sul, onde se enfrentam o Grêmio e o Internacional
         2 Colorado: torcedor do Internacional
         3 Gremista: torcedor do Grêmio
         4 Azul: cor predominante da camisa do Grêmio
         5 Tricolor: torcedor do Grêmio.

         Segundo momento: conversar sobre a história e perguntar:
         * O que é respeitar o ser humano? Respeitar o seu jeito de ser, seus gostos, seu time, sua família, seu jeito de vestir. Lembrar que respeitar não significa concordar com suas atitudes, suas opções.
         * Por que somos diferentes? Temos gostos e experiências diferentes, estamos em variados graus evolutivos, cada um tem sua caminhada espiritual, e já conquistou algumas virtudes (perdão, respeito, paciência...)
         * E se alguém faz algo muito errado? Qual deve ser a atitude cristã? Não devemos julgar nem condenar a pessoa, entender que aquela atitude é equivocada, não trará benefícios para quem a realizou ou para os outros.
         * Ex: Se alguém joga lixo no chão, logo pensamos que ele é mal-educado, relaxado. Mas devemos nos esforçar para não julgar a pessoa e sim pensar: Não é uma atitude correta! Eu não faria assim! (se deter na atitude, não na pessoa).
         Terceiro momento: direcionar as reflexões para a área da sexualidade:
         * Vemos muitas atitudes na TV, será que muitas delas são corretas? Pedir que citem exemplos de situações que já se deram conta que são atitudes que trazem dor e sofrimento. Por exemplo: mentir, trair o marido/namorado.
         * Se estamos atentos ao que olhamos na TV, acionamos nosso senso crítico, não aceitando tudo o que é transmitido em novelas, seriados, filmes como normal e correto. Nossa atitude cristã deve ser: Sei que isso não é correto! Eu não faço assim porque sei que é errado! Não gostaria que fizessem comigo! Isso não é legal de se fazer com os outros!
         * Como é possível perceber que aquela atitude não é legal com os outros? Se não quero que façam comigo, não devo fazer com os outros.
         * Lembrar que somos responsáveis pelos relacionamentos que cultivamos. Namorar inclui troca de energias e que estamos sujeitos a lei de causa e efeito também no que se refere ao namoro. Por isso usar de responsabilidade e respeito quando namorar, não brincar com os sentimentos do outro, não mentir, não trair, não fazer ao outro o que não gostaria que fosse feito para si.
         Quarto momento: questionar:
         * O que pensam sobre as pessoas que, aparentemente, tem preferência sexual por pessoas do mesmo sexo?
         * Por que isso acontece? É correto? É normal?
         * Lembrar que, às vezes, o menino é mais delicado, ou a menina é forte, gosta de futebol ou de luta de boxe e por isso são motivo de gozação, de piada (chamados de gay, de sapatão) por pessoas preconceituosas, que não respeitam os outros (sem o mínimo de conduta moral cristã).
         Quinto momento: ler as questões 200 e 201 de O Livro dos Espíritos.
         200. Têm sexos os Espíritos?
         Não como o entendeis, pois que os sexos dependem da organização. Há entre eles amor e simpatia, mas baseados na concordância dos sentimentos.
         201. Em nossa existência, pode o Espírito que animou o corpo de um homem animar o de uma mulher e vice-versa?
         Decerto; são os mesmos os Espíritos que animam os homens e as mulheres.
         Sexto momento: comentar:
         * Antes de reencarnarmos, é determinada para cada Espírito uma polaridade sexual, uma carga energética, que vai determinar se ele vai nascer em um corpo feminino ou masculino. No homem, a polaridade é masculina (que determina o corpo masculino, e as características masculinas), na mulher, a polaridade é feminina (determinando a formação do corpo feminino e das características femininas).
         * Por que podemos reencarnar como homem ou como mulher? Os Espíritos encarnam como homens ou como mulheres, porque não têm sexo, pois devemos progredir em tudo. Assim, cada sexo, como cada posição social, proporciona provações e deveres especiais e, com isso, oportuniza ganharem experiência. Aquele que só como homem encarnasse só saberia o que sabem os homens. (adaptado do comentário da questão 202 de O Livro dos Espíritos)
         * Para evoluir é necessário que o Espírito reencarne nas duas polaridades (LE questão 201), desenvolvendo as características de cada polaridade: homem: força, comando, razão; mulher: sensibilidade, inspiração, maternidade, arte, afetividade. Ninguém reencarna sempre como homem ou sempre como mulher.
         * Homens e mulheres tem características diferentes para que se completem. A criação de Deus é perfeita.
         Sétimo momento: encaminhar a conversa para que as dúvidas sobre homossexualidade sejam dirimidas:
         * Às vezes, o menino pode ser mais sensível, mais delicado, ou a menina tem atitudes parecidas com as dos meninos. Isso não significa que sejam homossexuais.
         * Homossexual é alguém que deseja ter relacionamento afetivo, namorar com alguém do mesmo sexo.
         * O que a Doutrina Espírita nos diz sobre a homossexualidade? A tendência à homossexualidade é uma expiação que se impõe ou é imposta, é uma prova, uma experiência muito difícil para o Espírito.
         * O Espírito pode renascer com essa tendência ou adquiri-la durante a reencarnação (como conseqüência da má-educação recebida) para sanar um desvio de conduta. O objetivo desta prova é restabelecer o equilíbrio de forças genésicas (sexuais – polaridades) que o próprio Espírito desequilibrou em reencarnações anteriores (por condutas inadequadas).
         * Ex: um homem que usou de maneira errada o seu poder masculino, arruinando a existência de outras pessoas, abusando do sexo e das mulheres, destruindo lares, achando que a mulher é um ser inferior (machão) é induzido a reencarnar em um corpo feminino para aprender a reajustar os próprios sentimentos, valorizar as experiências e as pessoas do sexo feminino. Da mesma forma, uma mulher que abusou da sexualidade para conquistar poder, dinheiro, fama, se utilizou dos homens, destruiu lares, arruinou vidas, poderá reencarnar (compulsoriamente) em um corpo masculino com a polaridade feminina como expiação.
         * Se observarmos tendências homossexuais em alguém, não devemos condenar, julgar ou ironizar. Nossa atitude deve ser de respeito, pois é uma pessoa que precisa de apoio e amparo educativo adequado (esclarecimentos).
         * Lembrar que a pessoa que é homossexual não significa que precise praticar a homossexualidade. Embora seja uma decisão pessoal (da consciência de cada um), a prática homossexual compromete ainda mais o Espírito, criando novas dificuldades nesta e em vidas futuras. Porém, é como beber bebida alcoólica, pois se eu sei que o álcool prejudica a saúde, se eu beber, a responsabilidade é minha, eu vou arcar com as conseqüências; logo, como eu sei que o álcool é prejudicial, eu não bebo.
         * Por ser um problema de polaridade energética, o relacionamento homossexual traz transtornos para o indivíduo, que não se sentirá feliz, pois não há harmonia, nem equilíbrio em sua escolha, impedindo-o, muitas vezes, de resgatar o débito do passado.
         * A causa da homossexualidade é espiritual (lei de causa e efeito) e, por isso, o indivíduo pode, com esforço e se assim desejar, sublimar o desejo sexual, na atual reencarnação, não exercendo a sexualidade propriamente dita (abstinência sexual), canalizando as energias sexuais para outras forças criativas como as artes, os esportes, a literatura, na área profissional; para a caridade, a assistência aos carentes, esforçando-se para seu aprimoramento moral.
         * Para essa canalização de energias ele deve contar com o auxílio da prece, da fluidoterapia, do autoconhecimento. Também pode estudar a Doutrina Espírita, a fim de facilitar a compreensão do problema e a superação das dificuldades.
         Oitavo momento: abrir para perguntas finais, caso tenham restado dúvidas a respeito dos temas abordados.
         Prece de encerramento
         Subsídio ao evangelizador:
Uma reflexão em torno da sexualidade
Cleto Brutes
O assunto proposto vem, ao longo do tempo, sendo tratado, quando não como um tabu pelo preconceito estabelecido, de forma irresponsável e pendendo sempre para a sensualidade doentia.  Através dessas anotações, se propõe fazer uma abordagem sobre a sexualidade e seus desvios, conforme ensina a Doutrina Espírita, analisando-se as questões com indulgência e compreensão como devem ser examinados todos os problemas que envolvem o ser humano.
“Os problemas sexuais, (...) devem ser enfrentados sem hipocrisia, nem cinismo, fora de padrões estereotipados por falsa moralidade, tampouco levados a conta de pequeno significado. São dificuldades e, como tais, merecem consideração, tempo e ação especializada[1].
Energia (impulso) Sexual
Não se pode abordar a questão da sexualidade sem antes analisá-la sob o aspecto energético. O ser humano, além da alimentação e da respiração, é nutrido pelo Fluido Cósmico ou Universal, através dos centros vitais (Chakras). Localizados no perispírito, vibrando e sintonizando-se uns com os outros, esses centros energéticos são acumuladores e distribuidores de energia vital no corpo físico. Embora, regidos pelo Chakra coronário cada um tem uma função definida. Assim, o centro vital genésico (ou hipogástrico) controla a atividade sexual e a ativação dos demais centros vitais. “Dirige o santuário da reprodução e engendra recursos para o perfeito entrosamento dos seres na reconstrução dos ideais de engrandecimento e beleza em que se movimenta a humanidade, guiando a modelagem de novas formas entre os homens ou o estabelecimento de estímulos criadores, com vistas ao trabalho, à associação e à realização entre as almas[2]”.
 O instinto sexual, exprimindo amor em expansão incessante, nasce nas profundezas da vida, orientando os processos da evolução. Toda criatura consciente traz consigo, devidamente estratificada, a herança incomensurável das experiências sexuais, vividas nos reinos inferiores da natureza. De existência a existência, de lição em lição e de passo em passo, por séculos de séculos, na esfera animal, a individualidade, erguida à razão, surpreende em si mesma todo um mundo de impulsos genésicos por educar e ajustar às leis superiores que governam a vida. A princípio, exposto aos lances adversos das aventuras poligâmicas, o homem avança, de ensinamento a ensinamento, para a sua própria instalação na monogamia, reconhecendo a necessidade de segurança e equilíbrio, em matéria de amor; no entanto, ainda aí, é impelido naturalmente a carregar o fardo dos estímulos sexuais, muita vez destrambelhados, que lhe enxameiam no sentimento, reclamando educação e sublimação. Diante do sexo, não nos achamos, de nenhum modo, à frente de um despenhadeiro para as trevas, mas perante a fonte viva das energias em que a Sabedoria do Universo situou o laboratório das formas físicas e a usina dos estímulos espirituais mais intensos para a execução das tarefas que esposamos, em regime de colaboração mútua, visando ao rendimento do progresso e do aperfeiçoamento entre os homens[3]. ”
“(...) o êxtase sexual não tem apenas a finalidade de atender à necessidade procriativa para novos seres, em novas experiências, pois não podemos fixá-lo apenas nesse processo quando falamos em energia sexual, mas também o de ser um mecanismo de profundas trocas energéticas entre dois seres. (...) Sendo a energia sexual inerente ao homem, há a necessidade de drenar esse potencial acumulado. (...) Qualquer forma de exteriorização do instinto sexual na Terra nunca será destruída, mas transmutada em estado de sublimação [4].”
Para o Dr. Jorge Andréa dos Santos[5] “o sexo representa um conjunto de impulsos originários nos lastros do Espírito, praticamente atado com as energias criativas do SELF, envolvendo-se com todos os departamentos do psiquismo, até seu assentamento final nos órgãos sexuais com o seu respectivo jogo hormonal. Na zona física, a grande orientação desse bloco energético, originário nos arcanos do psiquismo, se fará, de modo mais ou menos acentuado, a expensas da glândula pineal”.
A energia sexual é, certamente, depois da energia vital, o instrumento mais importante doado pelo Criador à criatura, para o seu crescimento, como espírito imortal. Essa energia, como também a vital, no entanto, manifesta-se em estágios diferentes, dependendo da busca e da condição espiritual da individualidade. Seu grande objetivo é o exercício do Amor, em sua expressão maior (...)[6].”
“À medida que a individualidade evolui (...) passa a compreender que a energia sexual envolve o impositivo de discernimento e responsabilidade em sua aplicação, e que, por isso mesmo, deve estar controlada por valores morais que lhe garantam o emprego digno, seja na criação de formas físicas, asseguradora da família, ou na criação de obras beneméritas da sensibilidade e da cultura para a reprodução e extensão do progresso e da experiência, da beleza e do amor, na evolução e burilamento da vida no Planeta. (...) Com ela e por ela é que todas as civilizações da Terra se levantaram, legando ao homem preciosa herança na viagem para a sublimação definitiva, entendendo-se, porém, que criatura alguma, no plano da razão, se utilizará dela, nas relações com outra criatura, sem conseqüências felizes ou infelizes, construtivas ou destrutivas, conforme a orientação que se lhe dê[7].  
“A energia sexual é diferente em cada ser, modelado pela alma que habita aquele corpo. Não há como padronizar comportamentos e atitudes. (...) é uma questão de foro íntimo, de estágio de amadurecimento e conquista evolutiva e inclusive de necessidade distinta de um para outro ser. (...) Porém, vale citar que a vontade sempre está no espírito. Este é que comanda as atividades do corpo que se utiliza para progredir[8].”
“Nos animais, conduzidos pelo instinto, o desejo sexual está subordinado aos períodos de fertilidade, em favor da perpetuação da espécie. No homem o sexo não envolve apenas a procriação. É, também, um exercício de afetividade. A comunhão sexual é um maravilhoso momento de intimidade, uma revigorante permuta de energias. (...) Exercitado com disciplina, complemento do amor, enriquece o relacionamento afetivo[9].
“A vida (...) saudável na área do sexo, decorre da educação mental, da canalização correta das energias, da ação física pelo trabalho, pelos desportos, pelas conversações edificantes que proporcionam resistência contra os derivativos, auxiliando o indivíduo na eleição de atitudes que proporcionam bem-estar onde quer que se encontre [10].”
“O sexo se define, desse modo, por atributo não apenas respeitável mas profundamente santo da Natureza, exigindo educação e controle. Através dele dimanam forças criativas, às quais devemos, na Terra, o instituto da reencarnação, o templo do lar, as bênçãos da família, as alegrias revitalizadoras do afeto e o tesouro inapreciável dos estímulos espirituais.
Sexo é espírito e vida, a serviço da felicidade e da harmonia do Universo. Conseguintemente, reclama responsabilidade e discernimento, onde e quando se expresse. Por isso mesmo, nossos irmãos e nossas irmãs precisam e devem saber o que fazem com as energias genésicas, observando como, com quem e para que se utilizam de semelhantes recursos, entendendo-se que todos os compromissos na vida sexual estão igualmente subordinados à Lei de Causa e Efeito; e, segundo esse exato princípio, de tudo o que dermos a outrem, no mundo afetivo, outrem também nos dará[11].”
Sexo e responsabilidade
Relações sexuais (...) envolvem responsabilidade. Homem ou mulher, adquirindo parceira ou parceiro para a conjunção afetiva, não conseguirá, sem dano a si mesmo, tão-somente pensar em si. (...) Instituído o ajuste afetivo entre duas pessoas, levanta-se, concomitantemente, entre elas, o impositivo do respeito à fidelidade natural, ante os compromissos abraçados, seja para a formação do lar e da família ou seja para a constituição de obras ou valores do espírito.[12].”
 “Toda vez que determinada pessoa convide outra à comunhão sexual ou aceita de alguém um apelo neste sentido, em bases de afinidade e confiança, estabelece-se entre ambas um circuito de forças, pelo qual a dupla se alimenta psiquicamente de energias espirituais, em regime de reciprocidade. Quando um dos parceiros foge ao compromisso assumido, sem razão justa, lesa o outro na sustentação do equilíbrio emotivo, seja qual for o campo de circunstâncias em que esse compromisso venha a ser efetuado. (...) Tais resultados da imprudência e da invigilância repercutem no agressor, que partilhará das conseqüências desencadeadas por ele próprio, debitando-se-lhe ao caminho a sementeira partilhada de conflitos e frustrações que carreará para o futuro[13].”
“A pedra que atiramos no próximo talvez não volte sobre nós em forma de pedra, mas permanece conosco na figura de sofrimento. E, enquanto não se remove a causa da angústia, os efeitos dela perduram sempre, tanto quanto não se extingue a moléstia, em definitivo, se não a eliminamos na origem do mal[14].”
“O dever íntimo do homem fica entregue ao seu livre arbítrio. O aguilhão da consciência, guardião da probidade interior, o adverte e  sustenta; mas, muitas vezes se mostra impotente diante dos sofismas da paixão. Fielmente observado, o dever do coração eleva o homem; porém, como determiná-lo com exatidão? Onde começa ele? O dever principia sempre, para cada um de vós, do ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranqüilidade do vosso próximo; acaba no limite que não desejais ninguém transponha com relação a vossa[15].”
Sexo e reencarnação
“Durante a fecundação e a gestação, o perispírito dará a conformação física a um feto, masculino ou feminino. (...) Porém, tudo sob o comando do Espírito reencarnante, que traz a predominância da polaridade do sexo masculino ou feminino bem definido (heterossexualidade), ou os desvios que podem conduzi-lo, dependendo do seu livre arbítrio, à busca de parceiros do mesmo sexo (homossexualismo). (...) A posição hetero, homo, inter, ou transexual de uma pessoa, além dos fatores genéticos familiares e sociais, depende sobretudo da sua condição de Espírito imortal, através do seu passado milenar, no qual vivenciou experiências sexuais variadas. (...) Mas antes disso já houve, no plano espiritual, a escolha feita pelo Espírito, que optou por uma encarnação em  corpo masculino ou feminino, com certas variáveis que podem ocorrer por conta de seu passado[16].
O assistente Silas[17] esclarece a André Luiz que  “o sexo, na essência, é a soma das qualidades passivas ou positivas do campo mental do ser, é natural que o espírito acentuadamente feminino se demore séculos e séculos nas linhas evolutivas da mulher, e que o espírito marcadamente masculino se detenha por longo tempo nas experiências do homem.”
Joanna de Ângelis[18] lembra que “a invigilância que pode originar-se na genitora optando e impondo o seu desejo sobre o ser em desenvolvimento, poderá contribuir para a constituição molecular, atendendo-lhe psicocineticamente a aspiração. (...) a mente do reencarnante - conscientemente ou não- como as dos seus genitores, interferem expressivamente na construção da sua anatomia, agindo diretamente nos genes e seus cromossomos, se a vontade atuante se fizer forte e constante. (...) Eis porque é de vital importância o respeito que os pais devem manter em relação ao sexo dos seus filhos, evitando interferir psiquicamente no processo de sua formação ...”.
Homossexualismo
“A vida espiritual pura e simples se rege por afinidades eletivas essenciais; no entanto, através de milênios e milênios, o Espírito passa por fileira imensa de reencarnações, ora em posição de feminilidade, ora em condições de masculinidade, o que sedimenta o fenômeno da bissexualidade, mais ou menos pronunciado, em quase todas as criaturas. O homem e a mulher serão, desse modo, de maneira respectiva, acentuadamente masculino ou acentuadamente feminina, sem especificação psicológica absoluta [aspecto psicológico (preferências) diferente do fisiológico]. A face disso, a individualidade em trânsito, da experiência feminina para a masculina ou vice-versa, ao envergar o casulo físico, demonstrará fatalmente os traços da feminilidade em que terá estagiado por muitos séculos, em que pese ao corpo de formação masculina que o segregue, verificando-se análogo processo com referência à mulher nas mesmas circunstâncias. Obviamente compreensível, em vista do exposto, que o Espírito no renascimento, entre os homens, pode tomar um corpo feminino ou masculino, não apenas atendendo-se ao imperativo de encargos particulares em determinado setor de ação, como também no que concerne a obrigações regenerativas.
O homem que abusou das faculdades genésicas, arruinando a existência de outras pessoas com a destruição de uniões construtivas e lares diversos, em muitos casos é induzido a buscar nova posição, no renascimento físico, em corpo morfologicamente feminino, aprendendo, em regime de prisão, a reajustar os próprios sentimentos, e a mulher que agiu de igual modo é impulsionada à reencarnação em corpo morfologicamente masculino, com idênticos fins. E, ainda, em muitos outros casos, Espíritos cultos e sensíveis, aspirando a realizar tarefas específicas na elevação de agrupamentos humanos e, conseqüentemente, na elevação de si próprios, rogam dos Instrutores da Vida Maior que os assistem a própria internação no campo físico, em vestimenta carnal oposta à estrutura psicológica pela qual transitoriamente se definem. Escolhem com isso viver temporariamente ocultos na armadura carnal, com o que se garantem contra arrastamentos irreversíveis, no mundo afetivo, de maneira a perseverarem, sem maiores dificuldades, nos objetivos que abraçam.
Observadas as tendências homossexuais dos companheiros reencarnados nessa faixa de prova ou de experiência, é forçoso se lhes dê o amparo educativo adequado, tanto quanto se administra instrução à maioria heterossexual. (...) à frente da vida eterna, os erros e acertos dos irmãos de qualquer procedência, nos domínios do sexo e do amor, são analisados pelo mesmo elevado gabarito de Justiça e Misericórdia. Isso porque todos os assuntos nessa área da evolução e da vida se especificam na intimidade da consciência de cada um[19].”
Divaldo Franco[20] coloca o homossexualismo como “uma experiência que o Espírito se impõe ou que lhe é imposta, por causa de uma conduta anterior na qual não soube manter o equilíbrio. (...) Cabe ao espírito reencarnado, respeitar o corpo físico. Então pergunta-se se esse ser tem o direito de experimentar o sexo? É um problema de consciência. Cada um responde pelo comportamento que tem; no entanto uma lei é incontestável: temos o dever de nos respeitar e respeitar nosso próximo” .
“ (...) as criaturas que estagiam nesta experiência, quando quiserem, podem alterar os estados de consciência recorrendo a oração, à fluidoterapia, canalizando sua energia genésica para a leitura, os trabalhos de assistência fraterna, esforçando-se pelo seu aprimoramento moral[21].
Para o Dr. Jorge Andréa[22], “os casos de homossexualismo são aqueles em que o indivíduo possui afetividade emocional, às vezes de modo compulsivo, para o mesmo sexo de que faz parte. O atendimento dos sentidos, nesta fase, é absolutamente patológico. São casos doentios de uma variada e imensa origem, mas todos eles tomando nascimento em fontes energéticas deformadas da própria alma – resposta cármica de um passado tortuoso. Ninguém apresenta deformações sem a respectiva conotação espiritual. (...) a causa principal estará nas estruturas do Espírito, onde se encontram lapidadas as desarmonias e as construções. (...) Todos os processos de cura, ligados a estes casos, estarão diretamente relacionados à integral abstinência.”
J. Herculano Pires[23], também alerta: “Dizer a um adolescente que se sente dominado por impulsos negativos e procura livrar-se deles: ‘Isso é normal, arranje um parceiro’, é atirar o infeliz na roda viva de um futuro vergonhoso.”
Divaldo Franco, questionado sobre o que dizer às pessoas que buscam esclarecimentos sobre a homossexualidade, assim se pronunciou: “Que o homossexualismo é um fenômeno biológico do processo evolutivo. Segundo os Bons Espíritos, o espírito evolui através de quatro faixas de polaridade sexual: uma delas a heterossexualidade, que propicia a reprodução da espécie. Quando o indivíduo exorbita na função sexual, tornando-a um instrumento de prazer que dilacera outros sentimentos, retorna com a polaridade psicológica da experiência anterior e a polaridade fisiológica com a anatomia na qual ele corrompeu outras vidas, desejando, portanto, correção. Se, por acaso, na homossexualidade, ele desce à pederastia, ao lesbianismo e se corrompe, é natural que ele seja reeducado através da assexualidade, em que ele volta com uma anatomia, no entanto castrado psicologicamente para o exercício da função. A quarta experiência seria na chamada bissexualidade. Esta não existe do ponto de vista fisiológico, porquanto seria o hermafroditismo, que é uma degenerescência do aparelho genital sem nenhuma função. (...) Deste modo, o homossexualismo é uma experiência. Qualquer preconceito contra o homossexual é uma agressão à liberdade do indivíduo. Nós outros consideramos que, nessa experiência, a dignidade deve permanecer norteando-lhe os passos e ensejando-lhe a sublimação daqueles apelos que procedem de sua psicologia. Da mesma forma que a ética moral da Doutrina Espírita não faculta ao heterossexual a corrupção, a prostituição e este estado de entrega de natureza promíscua, é óbvio que aos homossexuais não concede também direitos de perversão, de promiscuidade, ensejando-lhes o amor como direito e opção de vida[24].
Considerando que a homossexualidade é uma tendência do espírito que renasce justamente para sanar esse desvio, cabe ressaltar que toda orientação segura visando a superação desse desvio deve apontar para o restabelecimento do equilíbrio, ou seja, superar a tendência no mesmo sexo contendo os impulsos e canalizando a energia sexual para atividades que possam enriquecer e enobrecer a alma, pois, “sem qualquer sombra de dúvida, que o homossexual, ao atender os sentidos em satisfação sexual, jamais estará em processo de realização conforme pensam algumas escolas. Ninguém se realiza no caminho do desequilíbrio e da desordem. O homossexual que, pela sua condição patológica, insista na satisfação dos sentidos, absorverá, das descargas emotivas do encontro com sexo idêntico, energias da mesma polaridade; isso logicamente, inundará, cada vez mais os vórtices espirituais de ‘substâncias’ que não se entrosam e muito menos se completam. A satisfação inadequada será exclusivamente da zona física, com o desajuste, cada vez mais ampliado, da organização espiritual.”[25]
Adultério e prostituição
“Dir-se-ia que no rol das defecções, deserções, fraquezas e delitos do mundo, os problemas afetivos se mostram de tal modo encravados no ser humano que pessoa alguma da Terra haja escapado, no cardume das existências consecutivas, aos chamados ‘erros do amor’.  Quem não haja varado transes difíceis, nas áreas do coração, no período da reencarnação em que se encontre, investigue as próprias inclinações e anseios no campo íntimo, e, em sã consciência, verificará que não se acha ausente do emaranhado de conflitos, que remanescem do acervo de lutas sexuais da Humanidade. Quando cada criatura for respeitada em seu foro íntimo, para que o amor se consagre por vínculo divino, muito mais de alma para alma que de corpo para corpo, com a dignidade do trabalho e do aperfeiçoamento pessoal luzindo na presença de cada uma, então os conceitos de adultério e prostituição se farão distanciados do cotidiano, de vez que a compreensão apaziguará o coração humano e a chamada desventura afetiva não terá razão de ser[26].”
Mudança de sexo.
“A constituição do ser orgânico é decorrência das suas necessidades evolutivas, que são trabalhadas pelo perispírito na condição de modelo organizador biológico. (...) No momento da concepção o perispírito é atraído por uma força incomparável, às células que se vão formando nelas imprimindo automaticamente, por força da Lei de Causa e efeito, o que é necessário à sua evolução, incluindo, sem dúvida, o sexo e suas funções relevantes. (....) Assim sendo, é herdeiro de si mesmo, promovendo os meios de crescer interiormente através das experiências que ocorram numa como noutra polaridade sexual. (...) A ingerência externa, alterando-lhe a formação somente trará inconvenientes, prejuízos e distonias morais. (...) O corpo produz o corpo, que é herdeiro de muitos caracteres ancestrais da família, que sofre as ocorrências ambientais, mas só o Espírito produz o caráter, as tendências, as qualidades morais, as realizações intelectuais, o destino ... (...) Eis porque, na vã tentativa de mudar-se o sexo, na formação embrionária ou noutro período qualquer da existência física, desafia-se a lei de harmonia vigente na Criação, o que provocará distúrbios sem nome da personalidade e na vida mental de quem lhe sofrer a ingerência. (...) Educar o sexo mediante conveniente disciplina mental é o desafio para a felicidade, que todos enfrentam e devem vencer. (...) Todo abuso ao corpo e particularmente ao sexo perpetrado conscientemente, gera dano equivalente, que permanecerá aguardando correspondente solução por aquele que se infligiu a desordem, passando a sofrê-la[27].”
Sexo e Obsessão
Como a morte não transforma ninguém, os espíritos, que durante a encarnação conduziram-se de forma desregrada na área da sexualidade, ingressarão na dimensão espiritual impulsionados por esses desequilíbrios e não raro, pelas leis da sintonia e afinidade ligam-se a outros encarnados para satisfazer seus desejos inferiores. Desse modo muitas desarmonias nessa área são aumentadas pela ação de espíritos infelizes que, aproveitando-se da falta de vigilância e de disciplina das suas vítimas intensificam e estimulam a prática da sexualidade doentia, pois como lembra Gerson Tavares[28]: “Pensamentos e hábitos atraem espíritos, sintonizados com os interesses humanos. No campo da vivência sexual, entidades atormentadas derramam sobre homens e mulheres os vapores de seus desequilíbrios, que sendo aceito nos painéis íntimos das criaturas, desviam da rota da harmonia as energias sexuais, e fazem dos envolvidos, encarnados e desencarnados, escravos da sensualidade”.
Celibato e castidade.
Conforme o dicionário (Aurélio), há quatro definições para a palavra casto: 1. Que se abstêm de qualquer relações sexuais; 2. Que se abstém de relações sexuais ilegítimas ou imorais; 3. Puro, inocente, imaculado; 4. Sem mescla; puro.
“Podemos ser castos dentro de um casamento onde impera o respeito e a fidelidade entre os cônjuges e não sermos castos na vida celibatária. (...) O sexo é energia criadora cujo direcionamento correto é um controle que o espírito em desenvolvimento assume de dentro para fora, na medida em que evolui. Não será com rótulos exteriores, religiosos ou não que alcançaremos uma vivência equilibrada dessa energia sexual. Tentar asfixiá-la sem o devido adiantamento espiritual para administrá-la, será fonte certa de neuroses várias, culminando como a explosão de um dique que se derrama em diversas direções, fazendo variadas vítimas[29].
“O indivíduo por ser celibatário não se faz casto.(...) Já o ser casto não se caracteriza apenas pela abstinência sexual, muitas vezes neurotizada, mas por uma pureza global de caráter. Assim o casal que se respeita reciprocamente, embora mantenha o relacionamento sexual, pode ser um casal casto![30]
“Muitas escolas, fascinadas pelo assunto, sugerem a abstinência matrimonial através do celibato, sem o respeito no entanto à castidade. Diversas outras prescrevem a castidade sem o amor disciplinante e educativo, e ambas correntes, por constrição criam desajustes e aflições dificilmente abordáveis. Todavia, no celibato sem a abstinência sexual o homem se despudora; nas castidade sem a educação moral se desequilibra, e no abuso se compromete (...)[31].”
“Conquanto abstêmios da emotividade sexual, voluntária ou involuntariamente, são almas vibrantes, inflamadas de sonhos e desejos, que se omitem, tanto quanto lhes é possível, no terreno das comunhões afetivas, para satisfazerem as obrigações de ordem espiritual a que se impõem. (...) Tais considerações nos impelem a concluir que a vida sexual de cada criatura é terreno sagrado para ela própria, e que, por isso mesmo, abstenção, ligação afetiva, constituição de família, vida celibatária, divórcio e outras ocorrências, no campo do amor, são problemas pertinentes à responsabilidade de cada um, erigindo-se, por essa razão, em assuntos, não de corpo para corpo, mas de coração para coração[32].”
“A criatura que abraça encargos dessa ordem está procurando ou aceitando para si mesma aguilhões regeneradores ou educativos, de vez que ordenações e providências de caráter externo não transfiguram milagrosamente o mundo íntimo. As realizações da fé, por isso mesmo, se concretizam à base de porfiadas lutas da alma, de si para consigo. Ninguém se burila de um dia para outro. (...) Efetivamente, Espíritos superiores e já erguidos a notáveis campos de elevação, unicamente por amor e sacrifício, tomam assento nas organizações religiosas da Terra, volvendo à reencarnação em atividades socorristas, nas quais impulsionam o progresso dos seus irmãos.  Esses missionários do devotamento vibram em faixas de amor sublime, quase sempre inacessível à compreensão dos seus contemporâneos. Instruções religiosas exteriores não alteram, de improviso, os impulsos do coração, conquanto se erijam em fortaleza de luz, amparando a criatura que a elas se acolhe para o serviço de autoaprimoramento. (...) Um anjo e uma equipe de criaturas humanas não entrariam em relacionamento ideal para rendimento ideal do ensino. À vista disso, somos nós mesmos, Espíritos endividados ante as Leis do Universo, que nos enlaçamos uns com os outros, encarnados e desencarnados, aperfeiçoando gradativamente as qualidades próprias e aprendendo, à custa de trabalho e tempo, como alcançar a sublimação que demandamos, em marcha laboriosa para a conquista dos Valores Eternos[33].”
Importante lembrar
O que a Doutrina Espírita considera negativo para o espírito é o comportamento nesta ou naquela área: uma vida promíscua, a pederastia, a entrega sem nenhum respeito por si mesmo nem pelo próximo, não apenas no homossexual, mas também no heterossexual.
Para finalizar recorremos aos conselhos de Emmanuel:
“Ao invés da educação sexual pela satisfação dos instintos, é imprescindível que os homens eduquem sua alma para a compreensão sagrada do sexo.” (O Consolador. q. 184).
“Se alguém vos parece cair, sob enganos do sentimento, silenciai e esperai! Se alguém se vos afigura tombar em delinqüência, por desvarios do coração, esperai e silenciai!... Sobretudo, compadeçamo-nos uns dos outros, porque, por enquanto, nenhum de nós consegue conhecer-se tão exatamente, a ponto de saber hoje qual o tamanho da experiência afetiva que nos aguarda amanhã. Calai os vossos possíveis libelos, ante as supostas culpas alheias, porquanto nenhum de nós, por agora, é capaz de medir a parte de responsabilidade que nos compete a cada um nas irreflexões e desequilíbrios dos outros. Abençoai e amai sempre. Diante de toda e qualquer desarmonia do mundo afetivo, seja com quem for e como for, colocai-vos, em pensamento, no lugar dos acusados, analisando as vossas tendências mais íntimas e, após verificardes se estais em condições de censurar alguém, escutai, no âmago da consciência, o apelo inolvidável do Cristo: ‘Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei’[34].”
 “(...) em torno do sexo, será justo sintetizarmos todas as digressões nas normas seguintes: Não proibição, mas educação. Não abstinência imposta, mas emprego digno, com o devido respeito aos outros e a si mesmo. Não indisciplina, mas controle. Não impulso livre, mas responsabilidade. Fora disso, é teorizar simplesmente, para depois aprender ou reaprender com a experiência. Sem isso, será enganar-nos, lutar sem proveito, sofrer e recomeçar a obra da sublimação pessoal, tantas vezes quantas se fizerem precisas, pelos mecanismos da reencarnação, porque a aplicação do sexo, ante a luz do amor e da vida, é assunto pertinente à consciência de cada um[35].
O amor vindo de Deus é livre, mas no sexo, ele o amor, é responsável.” [36]



2 comentários:

Marcos Novaki disse...

Luciene,
também sou evagelizador e estou preparando uma aula sobre homossexualidade. A primeira coisa que fiz foi pedir auxílio a um amigo espírita e homossexual e ele me deu muitas boas orientações e um video que ele sugeriu me fez mudar a forma de pensar.
O tema é pouco explorado na literatura espírita e podemos não estar passando a mensagem correta aos evangelizandos.
Segue o link: http://youtu.be/2-6Y9fYJRJc
Abraços, Marcos Novaki

Eduardo Leitão disse...

Dizer que a homossexualidade não deve ser praticada porque vai agravar ainda mais a situação do espirito foi terrivel, absurdo até, de onde tiraram isso meu Deus?

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