Força de vontade


Muitas vezes um pequeno empurrãozinho é suficiente para que nossa força de vontade seja impulsionada e, com isso, algumas situações de nossa vida podem ser melhoradas. A vontade é a mola propulsora da ação, do trabalho, do esforço próprio, que leva o Espírito a desenvolver seu potencial interior.
OBJETIVO: conscientizar o grupo de que a vontade é uma das maiores potências do espírito e que, se tivermos firmeza, podemos promover nossa melhora, vencendo as más inclinações e o desânimo.

MATERIAL: papel e lápis

COMO APLICAR: contar uma história onde a força de vontade é o diferencial para o êxito; vc pode achar boas histórias nestes sites: (anexei uma como exemplo)

http://www.searadomestre.com.br/evangelizacao/
http://www.momento.com.br/
http://www.techs.com.br/meimei/entrada.htm clicando em histórias
http://www.edicoesgil.com.br/educador/boasvindas.html

Leve também exemplos reais de pessoas, que por força de vontade, alcançaram suas metas (Helen keller, Marina Silva, Gandhi, Albert Schweitzer, Janusz Korczak )

Após a leitura da história e a apresentação dos exemplos reais, distribuir o papel e o lápis e colocar no quadro as questões para reflexão individual:

alguma coisa que gosto em mim
algo que dizem de mim e eu não concordo
uma coisa chata que eu não gostaria que ninguém soubesse sobre mim
algo que eu posso ensinar a alguém

Explicar ao grupo que para desenvolver nossa vontade é preciso nos conhecer melhor, aceitando nossas dificuldades, percebendo como lidamos com o que nos agrada ou com o que nos desagrada.

Dinâmica complementar:Cada um recebe papel e lápis, onde anotará a principal virtude que acha do companheiro sentado a sua direita, sem identificar a pessoa, apenas colocará a qualidade, por exemplo: honestidade, simpatia, e assim por diante.

Os papéis serão dobrados, recolhidos e misturados. O educador então começa a ler as virtudes e grupo tentará identificar quem assume melhor aquelas características.
O mais votado recebe o papel e guarda até o final do jogo. Quando todos os papéis forem distribuídos cada um deve dizer como se sentiu, sendo identificado por aquela característica: se concorda ou não que ela seja sua característica mais marcante.

Neste momento, um membro do grupo revela o que escreveu sobre o seu amigo da direita e justifica. Após todos serem identificados, é ressaltada a importância de nos habituarmos a enxergar as virtudes, aceitar defeitos para viver em harmonia com o mundo.

ANEXO

Tempo perdido 


         Certo homem era marceneiro de profissão e possuía extraordinária facilidade para trabalhar com madeira. Era um verdadeiro mestre em seu ofício e todos admiravam seus trabalhos.

         Esse homem tinha um sonho.

         Desejava esculpir na madeira uma imagem de Jesus, a quem ele amava profundamente, em tamanho natural.

         Conversando com um amigo, o marceneiro falou do sonho que acalentava em seu íntimo e o companheiro o incentivou:

         - Então por que você não começa? Com seu talento e habilidade nas mãos, tenho certeza que a escultura será uma obra prima!

         Ao que o marceneiro respondeu:

         - Ah! Meu amigo! Desejo não me falta. Contudo, o trabalho deverá ser perfeito e ainda não resolvi qual a madeira que irei utilizar.

         Sempre em dúvida, o artesão deixava o tempo passar. Uma madeira porque era muito rija; a outra porque não era resistente o suficiente; outra era macia e de fácil manejo, porém a tonalidade não o agradava.

         E assim o tempo foi passando e o marceneiro não se dava conta.

         Alguns anos depois reencontrou o amigo que tinha retornado à cidade e, curioso, perguntou sobre a obra.

         - Já resolvi o tipo de madeira que irei trabalhar. Entretanto, ainda não iniciei porque não estou nas minhas melhores condições íntimas. Creio que para esculpir a figura do Mestre preciso estar bem comigo mesmo e com o mundo. Sabe como é, os fregueses exigem muito da minha atenção e, não raro me irrito, perdendo a paciência. Além disso, não podendo dispensar o serviço da marcenaria, onde ganho o sustento para minha família, só posso dedicar-me ao sonho acalentado pela minha alma nos momentos de folga. E aí, grande parte das vezes, eu sinto-me exausto e sonolento. Contudo — completava tentando aparentar entusiasmo —, pretendo começar minha obra prima dentro em breve.

         Algum tempo depois, voltaram a se encontrar e, questionado pelo amigo que demonstrava interesse pelo assunto, o artesão argumentava:

         - Infelizmente, ainda não iniciei o trabalho porque as condições não permitem. A família exige muito da minha atenção e os filhos requisitam meus carinhos. Você compreende, ainda são pequenos e dependentes. Porém, quando que eles crescerem um pouco mais, poderei trabalhar em paz.

         E assim o tempo foi passando. Muitos anos depois, em visita à cidade, o amigo foi procurar o marceneiro. Encontrou-o velho e doente.

         Após os cumprimentos e a troca de notícias, felizes com o reencontro, o visitante interrogou, curioso:

         - E daí? Estou ansioso para ver o trabalho que você tanto desejava executar. Com certeza deve ter ficado soberbo!

         Os olhos do artesão se apagaram e uma tristeza infinita vibrou em sua voz já trêmula pela idade:

         - Ah, meu amigo! Infelizmente, nem cheguei a iniciar o trabalho que representava o sonho de toda uma vida. As dificuldades foram muito grandes e a necessidade de prover o sustento da família me absorveu. Agora, encontro-me doente e sem forças. A vista está fraca e já não enxergo mais como antes, e as mãos, trêmulas, não me permitem mais trabalhar.

         Penalizado, o visitante amigo viu-o puxar um lenço e enxugar uma lágrima, cheio de arrependimento e amargura.

         - É tarde, meu amigo. Tive todas as condições e não soube aproveitar. Perdi a oportunidade que o Senhor me concedeu.

         Tentando animá-lo, o visitante considerou:

         - Quem sabe? Não desanime. Talvez ainda seja possível.

         O marceneiro fitou o amigo, demonstrando que compreendia toda a extensão da sua inutilidade e da sua cegueira, e respondeu convicto:

         - Não agora; só se for em outra existência!
Tia Célia
Célia Xavier Camargo

Fonte: O Consolador - Revista Semanal de Divulgação Espírita 

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