A SAGA DA CIGARRA E DA FORMIGA

segue A SAGA DA CIGARRA E DA FORMIGA com um final diferenciado que todos vão amar.


É só clicar no link: http://www.merlaniomaia.com/2011/03/saga-da-cigarra-e-formiga.html
Adaptação da Fábula de La Fontaine por Merlânio Maia

Que Deus hoje me abençoe
Com a sua mão amiga
Peço aos grandes fabulistas
Que me inspirem e eu consiga
Contar uma linda fábula:
A CIGARRA E A FORMIGA


Pois bem, foi há muito tempo
Quando os animais falavam
Que o canto de uma Cigarra
Os animais escutavam
Naquela bela floresta
Todos a admiravam

Enquanto ela cantava
As formigas trabalhavam
Na faina disciplinada
Muitas folhas carregavam
E lá nos seus formigueiros
Aos poucos depositavam

A Cigarra ali cantando
Tocando seu violão
E as formigas trabalhando
E assim foi todo o verão
Quando chegou o inverno
Veio o frio e a solidão

A Cigarra olhava em volta
E uma folha não havia
Que matasse a sua fome
Devolvendo-lhe a energia
Decidiu descer do galho
E mendigar nesse dia

Vai até um formigueiro
Que tinha na sua frente
Bateu, toc, toc, toc
Viu ali dentro tão quente
E logo veio uma formiga
Toda má e prepotente

Olhou a pobre Cigarra
Maltrapilha e humilhada
- Me ajude!... - Pediu a pobre
Mas a formiga malvada
Lhe disse: - Ah! Vagabunda
VÁ CANTAR NOUTRA PARADA!

Você viu que no verão
Trabalhamos sem cessar
E você só na preguiça
Sem nem querer trabalhar!
Disse a Cigarra: - Eu cantava!
- POIS AGORA VÁ DANÇAR!!!

Disse isto e fechou a porta
Bem na cara da Cigarra
E esta ficou escutando
Lá dentro a fartura e a farra
E esta pobre enfraquecida
Sai caminhando na marra

Bem mais a frente ela encontra
Outro grande formigueiro
Já sem força, nem coragem
Tremendo no aguaceiro
Fica na porta escutando
A tossir o tempo inteiro

De repente se abre a porta
E aparece outra formiga
E pergunta: - É a Cigarra
Que vivia de cantiga?
A Cigarra já tremendo
Responde: - Sou sim, amiga!

E a Formiga dá um grito
Chamando o seu batalhão
A Cigarra quer correr
Mas cai fraquinha no chão
E a Formiga vai dizendo:
- Não a deixem fugir não!

A coitada da Cigarra
Pensava: - Vão me matar!
E os soldados da Rainha
Já estão a lhe arrastar
Pra dentro do formigueiro
E ela reza sem parar

O seu pavor é tamanho
Que não para de orar:
- Me acode de São Cigarrão
Vejo a minha hora chegar
Que minha morte seja rápida
Venha logo me buscar!

Mas a Rainha lhe fala:
- Você cantou no verão
E agora não tem repouso
Nem um pedaço de pão
Mas artista aqui tem vez
Pois seu trabalho é a canção

E a Cigarra chorando
Vai falar e a tosse vem
E a Rainha Formiga
Dá-lhe remédio também
E ela vê que há no mundo
Quem vive a fazer o bem

E por todo aquele inverno
Se hospedou no formigueiro
Comendo e fazendo a festa
E cantando o tempo inteiro
E da outra formiga má
Ninguém sabe o paradeiro!!!

Todo trabalho é importante
O artista vive da lida
A Arte é um trabalho santo
E é por Deus desenvolvida
E é quem traz o Belo e o Bem
E embeleza a nossa vida!

Cantoria de Luz nos corações,


MERLÂNIO POETA MAIA
JOÃO PESSOA/PB

2 comentários:

Merlânio Maia disse...

Obrigado, querida,

Por divulgar meu Blog.

Lindo este seu Blog.

Estou seguindo este espaço de amor.

Bjs.

MARIA JOVELINA disse...

Obrigada Lu pela divulgação de seus trabalhos nesse lindo site. Gostei muito!
beijos!

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