Processo da Reencarnação


Caro evangelizador:
Estude o tema, lembre-se dos evangelizandos que estão sob a sua responsabilidade, faça as adequações necessárias à sugestão que lhe foi dada.
Quem mais aprende é quem ensina.
Aproveite a oportunidade de crescimento moral que lhe está sendo dada através do trabalho.
Por favor, adapte a linguagem à faixa etária do seu grupo.

Objetivos:

Ø  Identificar a reencarnação como o retorno do espírito ao corpo físico;
Ø  Reconhecer a importância de nascer de novo, para o espírito progredir.

PRECE
                  
         I.            Sensibilização: (DE RESPONSABILIDADE DO EVANGELIZADOR)

§  Apresentar a bonequinha (Carolina) do anexo  (previamente colada em papelão). Pedir que as crianças vistam a bonequinha (Carolina) com as diferentes roupas (que devem ser coloridas e coladas em cartolina fina). A cada vestimenta perguntar:
ü  O que parece ser o nosso boneco? (um médico, um operário, um príncipe...)

        II.            Estudo:

§  Dizer que na brincadeira que acabaram de fazer, o boneco era sempre o mesmo e só a roupa foi trocada.
§  Explicar que nós também somos assim:

Quando nascemos ganhamos um corpo bem pequenino, que depois vai crescendo, crescendo...;
 Nosso corpo serve de “roupa” para o Espírito;
 Nós nascemos muitas vezes, sempre mudando o corpo, tal como a roupa do boneco;
 Nascemos para nos tornarmos melhores, para aprendermos a ser bons.

§  Ouvir a música Pirlim pim pim,... Letra e música – Junior Vidal.

§  Narrar a história: TROCANDO DE ROUPA.

Carolina era uma menina muito curiosa. Vivia perguntando à mamãe sobre tudo.
- Mamãe, por que uns nascem ricos e outros pobres? Por que alguns são doentinhos e outros não?
- Vem comigo, Carolina – e levou a filha para perto do guarda-roupas.
- O que isso tem haver com as perguntas que eu fiz para a senhora?
- Vou lhe mostrar - disse Dona Vilma, abrindo o armário.
E apontando para as roupas de Carolina que estavam dependuradas, começou a explicar:
- Se eu disser, filhinha, que vamos passear e o dia estiver muito frio, mas muito frio mesmo, o que você vai vestir?
- Eu visto alguma roupa bem quentinha
Dona Vilma pegou então uma blusinha bem fresquinha de Carolina..
- Essa roupa aqui serve?
- Não, mamãe. Tem que ser roupa de frio...
Dona Vilma pegou uma blusa de lã bem quentinha.
- Essa serve?
- Ah, sim! Essa serve se o tempo estiver bem frio.
Dona Vilma pegou um vestido de festa de Carolina e perguntou:
- E essa, serve para nadar?
- Não, mamãe! Essa não!
Dona Vilma pegou a roupa de banho de Carolina.
- E essa?
- Ah, sim! Essa serve para nadar...
Ainda com a roupa de banho na mão, ela perguntou:
- E se formos a um aniversário à noite, de uma de suas amiguinhas, essa roupa serve?
- Não, mamãe! Tem que ser essa... – disse Carolina pegando o vestidinho de festa que a mamãe tinha colocado no armário.
- Muito bem, filha! – disse a mamãe.
- Mas o que isso tem haver com as perguntas, mamãe?
- Ora minha filha, veja seu corpinho ali no espelho. Seus cabelinhos, seus olhinhos, seus bracinhos... Tudo isso é uma roupinha do espírito, sabia?
- Roupinha?
- Sim. Lembra lá nas aulinhas de Evangelização? Você aprendeu que nós somos todos espíritos e que o espírito nunca morre, não é?
- Pois é. E o corpo é a roupa que o espírito precisa vestir para encarnar. E cada corpinho é uma roupinha especial para as necessidades de cada pessoa. Do mesmo modo que você pode trocar a roupinha conforme o tempo e conforme a necessidade, o espírito troca de corpinho conforme precisa. Por isso é que tem tantas diferenças entre as pessoas: é por causa da necessidade de cada um.
- Mas mãe, algumas pessoas têm o corpinho doente. Isso é castigo de Deus, então?
- Não filhinha! É apenas o corpinho necessário ao aprendizado do espírito nesta encarnação. Com a reencarnação, o espírito troca de corpo, assim como você troca de roupa. Só porque ele tem o corpinho doente nesta vida, não quer dizer que vai ficar assim para sempre. Quando for necessário, ele trocará de corpinho!
- Nossa!
- E tem mais, filha. Essa roupinha, que é o corpo físico, é uma roupinha emprestada por Deus. Então, temos que cuidar muito bem dele. O que você acha quando alguém te pede emprestada alguma coisa e te devolve ela toda quebrada?
- Eu fico triste, mãe. Fica parecendo que a pessoa que pediu emprestado nem ligou! Não tem responsabilidade.
- Pois é! Por isso, temos que devolver o corpinho para Deus no melhor estado possível, não é?
- Então mamãe, um dia, eu também vou trocar de corpinho?
- Todos nós, querida. Todos nós aqui no plano físico, nascemos, vivemos, envelhecemos, desencarnamos, vamos para o plano espiritual e depois nascemos novamente em outro corpinho. É a reencarnação!


Entendendo a história:

1.       O que Carolina vivia perguntando a sua mãe?
2.       Onde sua mãe levou Carol?
3.       Como escolhemos nossa roupa para vestir?

      III.            Reflexão:

ü  E o nosso corpo físico, é uma roupa? De quem?
ü  Todos os corpos físicos são iguais? Por quê?

     IV.            Aplicação:

ü  Nesta reencarnação, como você cuida do seu corpo físico?

       V.            Atividade decorrente:

§  Brincar de: Reencarnar - Nascer de Novo (adaptação- Coelhinho na toca)
As tocas (duas crianças) – LAR
Os coelhinhos - Os espíritos que vão reencarnar
§  Quando o dinamizador disser -  REENCARNAR - as crianças que estão, no centro, buscam o LAR para reencarnar e um coração com a virtude  (sugestões em anexo)que se compromete a desenvolver nesta encarnação.

     VI.            Concluir que:

 Cada vez que nascemos, ganhamos um novo corpo.
 O corpo é diferente, mas é o mesmo espírito que vai e volta.
        O espírito busca muito essa oportunidade, por isso, devemos nos esforçar para vivermos cada dia de nossa existência, com alegria.

PRECE

RECURSOS UTILIZADOS:

·         Bonecos e corações de papel
·         C.D com a música Pirlim pim pim

MENSAGEM:

                    “Com a reencarnação e o progresso que é uma consequência dela, todos aqueles que se amaram se reencontrarão sobre a Terra e, no espaço, caminham juntos para chegar até Deus...
KARDEC




COMBINADOS




MEUS PAIS ESTÃO NO ALÉM

Para ver a historia clique aqui em baixo!

O Girassol Solitário











O Corpo - Diferenças físicas





OBJETIVO GERAL


·        Fazer que os evangelizandos percebam as diferenças físicas que existem entre as criaturas, mas, independentemente desses fatores, todas são filhos de Deus. Por isso, somos todos irmãos e merecemos respeito e amizade.
·        Eles devem entender que o valor das pessoas é o que cada uma tem dentro de si: os sentimentos, o caráter e a bondade.

OBJETIVOS ESPECIFICOS

Dizer quais são as diferenças físicas existentes entre as pessoas.
Dizer que todos fomos criados por Deus.

DESENVOLVIMENTO

·        Prece inicial
·        Atividade 1:  Dar para cada criança um ou mais balões coloridos e pedir-lhes que os encham. Após todos os balões estarem cheios, juntá-los em um só conjunto e perguntar: (anexo I)
– Todos esses balões são iguais?
– Quais as diferenças existentes entre eles?

·        Atividade 2: Narrar a história Que bom que somos diferentes ao final, perguntar:
– Como eram os amiguinhos de Sara?
– Vocês já observaram as diferenças existentes entre as pessoas?
– Quem tem amiguinhos iguais aos de Sara?
– Como devemos tratar nossos amiguinhos? (anexo II)

·        Atividade 3: Pintar as figuras da historia

·        Prece final



CONCLUSÃO

Os evangelizandos fizeram as atividades proposta compreenderam que devemos respeitar o próximo independente das diferenças físicas.

(anexo I)







(anexo II)
QUE BOM QUE SOMOS DIFERENTES
Sara é uma menina muito curiosa. Ela gosta de ler e sempre compara o que lê nos livros com as coisas que vê quando brinca no parque ou na escola.
Certo dia Sara estava sentada no chão folheando um livro e pensou:
– Olha só que livro interessante. Aqui está escrito que somos diferentes uns dos outros.
Mas como pode ser, se somos todos iguais?
       
Com esses pensamentos, Sara fechou o livro e resolveu sair para brincar.
– Vou brincar no parque com os olhos bem abertos para ver se enxergo a “tal diferença”.
No parque Sara encontra seus amiguinhos:
– Olá, Ritinha! Vamos brincar? Ritinha, o que fizeram com teus olhos? Eles estão tão “puxadinhos”.
– Sara, como você está engraçada hoje. Eu sempre tive os olhos assim, são iguais aos dos meus antepassados que moravam no Japão. 
– Seus parentes são japoneses?  
           
– Isso mesmo Sara, todos temos os olhos assim.
Sara continua a brincadeira e ao olhar para o lado, viu outro amiguinho passando e o chama:
– Leandro! Venha brincar com a gente!
Leandro chega junto das meninas e diz:
– Olá! Vocês me emprestam o baldinho de areia?
Sara entregando-lhe seu baldinho diz:
– Nossa Leandro, como sua pele está escura! E seus cabelos tão crespinhos!
– Sara, eu sempre fui assim. Sou igual aos meus antepassados que vieram da África para morar no Brasil. Nós somos negros.
                  
Ritinha entra na conversa e diz:
– Não se incomode, Leandro, a Sara hoje está achando tudo diferente.
– É. Hoje eu estou descobrindo que nós não somos iguais.
Leandro e Ritinha se olham, sem entenderem muito bem o que Sara disse:
– Tenho que ir, disse Sara. Minha mãe está me chamando. Tchau amiguinhos! Até amanhã!
Sara sai pensando:
– Será que tem mais gente diferente? Ah, tem minha avó que tem cabelo branco. Minha mãe disse que ela é assim porque já viveu muitos anos.
Imaginando-se abraçada com a tia da escola, Sara pensou:
– Bom, tem a tia Ângela da escola. Adoro abraçá-la. É o melhor abraço do mundo. É tão fofinho, parece o meu travesseiro. Ela é tão gordinha.
Chegando em casa, Sara encontra uma visita. Uma amiga da sua mãe e seu filho estão na sala conversando. Sara fica feliz em vê-los e logo vai a seu quarto buscar alguns jogos para brincar com Paulo.
– Vou levar o jogo de damas e aquele livro interessante. Paulo está na cadeira de rodas, não pode ir até o meu quarto. Ele não pode andar, mas podemos nos divertir jogando ou lendo.
Ao final da tarde, Sara olha pela janela e vê o Sr. Antônio cuidando do jardim. Ele é o jardineiro do condomínio.
                                       
– Lá está o Sr. Antônio. Nossa! Ele é muito bravo, está sempre mal humorado e brigando com as crianças porque a bola cai nas flores. Mas se não fosse ele, nosso jardim seria feio...
– É, o livro tem razão... Somos todos diferentes...
Já imaginou como seria chato o mundo cheio de Saras??



TEXTO COMPLEMENTAR


APARÊNCIAS

Esse senhor vive com aparência impecável.
Cabelos penteados.
Barba feita.
Roupa distinta.
Sapatos lustrosos.
Dinheiro no bolso.
Depósitos bancários.
Estômago saciado.
Vastos conhecimentos.
Residência confortável.
Família constituída.
Ótima situação social.
Aparentemente, mostra ter tudo para ser feliz.
Mas não é.
Ele é portador de uma fístula em forma de chaga oculta a doer continuamente.

*
Esse é o retrato do homem comum.
Aparentemente, mostra ter tudo para ser feliz.
Mas não é.
Traz a fístula invisível da angústia em forma de chaga mental, entre a dúvida e o desespero a fustigar-lhe o espírito continuamente. É um enfermo difícil.
E pouco lhe adianta a boa aparência, com a alma atribulada.
Mudem-se regimes políticos, alterem-se as condições de existência, conquistem-se novos planetas da Imensidade, transformem-se os estados de conforto passageiro... Ainda assim, a renovação exterior nada vale se a alma, em si, usando as ferramentas da vontade, não se dispõe a melhorar a si mesma.
*
Medite essa verdade e atenda à própria transformação moral para o bem, desde os mínimos atos de cada dia, para que a insaciedade e a inquietação não se façam pragas destruidoras de sua vida.

BIBLIOGRAFIA

Texto Complementar:
APOSTILA DA FEB - MÓDULO I: O ESPIRITISMO - JARDIM DE INFÂNCIA PLANO DE AULA Nº 7

VIEIRA, Waldo. Aparências. Bem-aventurados os simples. Pelo Espírito Valérium. 13. ed. Rio de Janeiro: FEB,
2005. Cap. 14.





AMIZADE

PERIQUITO  CURRUPACO
Era uma vez um periquito chamado Currupaco. Vivia em uma árvore muito alta e ele era conhecido como Currupaco porque lá de cima, além de falar muito, ele ficava debochando dos outros animais das redondezas. Certo dia, Currupaco via a Dona Pata, esbaforida, espantando algumas moscas que estavam a atormentar:

         - Saiam para lá, suas moscas , vão embora! Vocês estão atrapalhando o meu trabalho!

         O periquito achou aquilo muito engraçado e começou a imitar a Dona Pata, brincando de sombra e repetindo tudo o que a pobre patinha falava:

         - Pare de me imitar, seu periquito metido! - falava Dona Pata, sem nada adiantar, pois ele havia adorado a nova brincadeira.

         As moscas foram embora e Currupaco, após se cansar também partiu.

         O sábio babuino Roni, que era uma macaco muito inteligente, estava vendo tudo e resolveu falar com Currupaco:


         - Meu amiguinho! Por que você faz isto com Dona Pata, e com todos os outros animais desta floresta? Eu estive observando que você debocha, ironiza, atrapalha a vida de todos. Não é assim que devemos agir! Currupaco pouco se importou com o que o babuino falava, e também começou a imitá-lo. Roni se retirou, mas antes deixou uma mensagem:

         - A amizade não se compra. Temos que conquistá-la com carinho e respeito. Assim você nunca terá amigos. E fez uma pergunta que deixou o periquito pensativo:

         - Você tem amigos?

         Depois de muito refletir, Currupaco se deu por conta de que o macaquinho tinha razão, pois até hoje ele não havia conquistado um amiguinho sequer.


         - Primeira coisa, pensou consigo mesmo, vou pedir desculpas a quem eu magoei. Depois, vou tratar bem a todos os meus irmãozinhos animais, não repetindo os erros que eu cometi até então. E também vou ajudar a todos que precisam de auxílio.

         Fazendo isso, em pouco tempo, Currupaco tinha a amizade de todos na região. E ele aprendeu que era muito mais feliz agindo assim, no bem e na caridade, do que maltratando os outros.
 historia de Camille Scholl


ilustração Eduarda Johann Scholl