Jesus, o nosso modelo

Usada para turminha de 11 e 12 anos

I. OBJETIVOS:
Levar o aluno a c onsc ientizar- se:
* que Jesus é o governador de nosso Planeta e o modelo de perfeiç ão;
* da importânc ia da vinda de Jesus entre os homens;
* que seus ensinamentos serviram à Humanidade em todas as époc as porque traduzem as leis de Deus, que são imutáveis.

II. INCENTIVAÇÃO:
Mostrar uma gravura (ou transparênc ia) c om o rosto de Jesus.
Perguntar:
1. Qual o sentimento que desperta em voc ês quando olham para esta imagem c om o rosto de Jesus?
(Aguardar as respostas e ir esc revendo no quadro): brandura / meiguic e / bondade / amor / paz /

III. DESENVOLVIMENTO:
1. Jesus é Deus?
R: Jesus não é Deus, é Sua Criaç ão, oc upando alta esfera na hierarquia do Universo, submisso ao Supremo Senhor
do Universo – Deus. Ele veio à T erra submisso à vontade do Pai. Ele disse: “Desc i do c éu não para fazer a Minha
vontade, mas a Daquele que Me enviou”
2. Por que Jesus é c hamado de Cristo?
R: Cristos são Espíritos Puros que, assim c omo Jesus, já estão num grau de evoluç ão muito elevado e possuem qualificações superiores de inteligência e moralidade ainda inimagináveis por nós, que conquistaram plano de realização íntima com o Criador. São responsáveis pela co-criação de planetas e enc arregados de cuidar de todas as estruturas físicas, químicas, biológicas e da vida dos seres e Espíritos que neles venham evoluir.
Jesus é o responsável pela formaç ão de nosso Planeta. Por isto ele é o nosso governador.
Emmanuel, em A Caminho da Luz (pg 16), se manifesta sobre Jesus: “Jesus é a Luz do Princ ípio e nas Suas mãos misericordiosas repousam os destinos do mundo. Seu coração magnânimo é fonte de vida para toda a Humanidade terrestre, é a Luz de todas as vidas terrestres”.
3. Se Jesus sempre governou a Terra das esferas celestes, por que foi preciso que Ele enc arnasse entre os homens há 2.000 anos?
R: A Humanidade naquela époc a estava passando por uma fase muito ruim, c om graves c onflitos, muita violência, autoritarismo. Eles não tinham c ompreendido a mensagem de Deus que já tinha sido trazida através de vários
profetas, dentre eles Moisés, que rec ebeu os 10 Mandamentos. Por pura miseric órdia, Jesus veio habitar entre os homens para trazer, através de seu exemplo, as leis divinas.
“Não penseis que eu tenha vindo destruir a lei ou os profetas: não os vim destruir, mas cumpri- los. (Mateus, c ap. V, 17 e 18).
Mas o papel de Jesus não foi o de um simples legislador moralista, tendo por exc lusiva autoridade a sua palavra. Ele veio dar c umprimento às profec ias que anunc iaram a sua vinda. A autoridade lhe vinha da natureza exc epc ional de
seu Espírito e da sua missão divina. Ele veio ensinar aos homens que a verdadeira vida não é a que transc orre na Terra, mas sim a que é vivida no reino dos c éus. Veio ensinar o c aminho que a esse reino c onduz.
Porém, não disse tudo, limitando- se em lanç ar a semente de muitas verdades, pois disse que elas ainda não poderiam ser c ompreendidas, pois os homens daquela époc a ainda não tinham c onhec imentos c ientífic os suficientes.
4. Como ficamos sabendo de sua vinda ao nosso Planeta se naquela época não existiam livros e se o próprio Jesus não deixou nenhuma linha escrita c om as suas mensagens?
R: Depois de sua morte, quatro pessoas esc reveram a sua biografia: Mateus, Marc os, Luc as e João (c hamados de evangelistas porque esc reveram o Evangelho de Jesus)
Destes quatro, apenas Mateus e João foram seus discípulos.
Os outros esc reveram a vida de Cristo entre os homens baseados na pesquisa junto às pessoas que conviveram intimamente com Ele.
As quatro biografias constituem os quatro Evangelhos. Ali estão registrados fatos sobre a vida de Jesus, seus discursos para as multidões, as parábolas que contava, suas c onversas c om os apóstolos.
Nós c onhec emos apenas o que ac ontec eu durante três anos de sua vida – dos 30 aos 33. Não há registros de sua infância nem adolescência.
5. Os homens daquela époc a c ompreenderam Jesus?
R: Não. Eles estavam esperando um “salvador”, que os libertasse do Império Romano e que viesse c om um exército de guerreiros para ac abar c om os dominadores.
Porém, Jesus veio c omo um humilde filho de c arpinteiro, que não trazia riquezas, não morava em palácio, não possuía servos nem exérc itos. Ele não queria oc upar c argos públic os, ter status, poder político. Suas palavras chocaram os costumes da época, porque a lei dos homens era a “lei de talião”: olho por olho, dente por dente.
Quem praticasse qualquer ato fora da lei era c ondenado à morte e ao flagelo.
Ele veio ensinar a lei do Amor, do perdão, da fraternidade e surpreendeu a todos, ao mostrar que Deus não era vingativo, mas um Deus justo e bondoso.
6. Por que a multidão O seguia?
R: Porque todos fic avam enc antados c om a sua brandura. Um simples olhar de Jesus tinha o poder de transformar as pessoas, tamanha bondade emanava de sua presença. As pessoas ac ordavam de madrugada para irem atrás dele e o seguiam, para ouvirem suas mensagens de paz e amor.
7. Por que Ele foi perseguido e crucificado?
R: Porque os que estavam no poder viram a Sua enorme influênc ia sobre as pessoas e fic aram c om medo de perderem o trono. Mesmo sabendo que Ele era inoc ente, julgaram- no e o crucificaram.
8. Se Jesus vivesse hoje entre nós, c hoc aria a soc iedade c om suas idéias?
R: Sim, pois a soc iedade atual, apesar de estar avanç ada em tec nologia, continua muito atrasada em sua parte moral, c omo há 2.000 anos: as pessoas ainda usam de violênc ia, guerras, querem dominar uns aos outros, são muito egoístas e estão ainda muito apegadas aos bens materiais. As leis dos homens são injustas.
Se estivesse hoje entre nós, Jesus seria visto pelos governantes c omo um revoluc ionário, pois iria de enc ontro aos interesses financ eiros dos países mais ric os que dominam os países mais pobres e certamente não seria bem aceito.
9. Qual o princ ipal ensinamento que Jesus nos deixou?
R: Um doutor da lei, para testar Jesus, perguntou- lhe: - Mestre, qual o maior mandamento da lei?
Jesus respondeu: - “Amarás o Senhor teu Deus de todo c oraç ão, de toda a tua alma e de todo o teu espírito; este o maior mandamento. E aqui tendes o segundo, semelhante a este: Amarás o teu próximo c omo a ti mesmo. Toda a lei e os profetas se acham contidos nestes mandamentos.”
Jesus não tinha preconceitos de classe social, de raça, de crença. Ele visitava tanto as c asas dos nobres, como das pessoas mais pobres. Conversava com as prostitutas e curava os leprosos. Escolheu como seus apóstolos doze pescadores simples. Ele tratava a todos igualmente, como seus irmãos e filhos de Deus.
Fazer ao próximo aquilo que gostaríamos que nos fizessem. Esta frase resume toda a doutrina de Jesus, porque é a expressão mais completa da c aridade. Assim, tudo o que queremos de bom para nós devemos fazer aos outros. Se todos praticassem este mandamento, seria o fim do egoísmo, que é a chaga da humanidade e um dos maiores
obstác ulos à felicidade. Não haveria mais guerras, nem conflitos, nem violência, pois o mundo viveria em Paz.
10. Quais são as outras rec omendações que Jesus nos deixou?
AMAI OS VOSSOS INIMIGOS.
Ele veio nos ensinar a retribuir o mal com o bem, contrário ao que a lei de talião recomendava (pagar o mal como mal). Jesus disse: - “Se somente amardes os que vos amam, se só fizeres o bem aos que também vos fazem, nenhum mérito tereis”. E completa: - “Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos perseguem e c aluniam, a fim de serdes filhos do vosso Pai que está nos c éus e que faz se levante o Sol para os bons e para os maus e que c hova sobre os justos e injustos.”
Jesus nos deu o maior exemplo de perdão ao ac eitar Judas entre seus apóstolos, mesmo sabendo que iria traí- lo. Na última c eia, lavou seus pés, num gesto de humildade (logo depois Judas se retiraria dali para ir ter com os romanos).
Se soubéssemos que temos em nosso grupo de amigos um “traidor”, um “dedo duro”, qual seria a nossa reação?
Certamente iríamos expulsá- lo do grupo e ainda humilhá- lo na frente de todos. Nós não toleramos as pessoas que nos ofendem ou contrariam. Mas o Mestre de Nazaré era o mestre da tolerânc ia. Conseguia f iltrar as ofensas e as agressividades dirigidas a ele, pois amar não era um sac rifício para ele, mas um exercício do prazer. Quando estava na cruz, pediu a Deus perdão pelos seus algozes: “ - Pai, perdoai- lhes, porque não sabem o que fazem”.
FAZEI O BEM SEM OSTENTAÇÃO
Jesus disse: “Não saiba a mão esquerda o que dá a mão direita”. Devemos pratic ar a c aridade sem esperar retribuiç ão, elogios ou rec ompensas perante Deus. A benefic ênc ia pratic ada sem ostentação tem um duplo mérito:
além de ser c aridade material, é caridade moral, pois não humilha quem rec ebe. A c aridade está ao alcance de todos, independente de suas posições sociais e deve ser pratic ada de maneira espontânea, sem fingimentos.
NÃO JULGUEIS PARA NÃO SERES JULGADOS
Jesus nos ensinou a sermos indulgentes para com as faltas alheias, pois todos ainda somos muito imperfeitos.
Temos o hábito de só enxergarmos os defeitos do próximo, como se não tivéssemos nenhum defeito para ser corrigido, nenhum hábito a ser modificado.
“Quando deixareis de perc eber, nos olhos de vossos irmãos, o pequenino argueiro que os incomoda, sem veres na trave que, nos vossos olhos, vos cega?”
A indulgência c onsiste em ficarmos c alados na hora de falar mal das pessoas. Ao invés de censurar, darmos conselhos. A olharmos primeiro para as nossas falhas, antes de apontarmos o dedo para o próximo.
Esta recomendação de Jesus está na oraç ão Pai Nosso, quando diz: Perdoai as nossas ofensas, assim como perdoamos a quem nos tem ofendido.
ENTRE VÓS, O MAIOR SEJA O SERVO DE TODOS
A humildade é uma das maiores virtudes do homem. Ninguém é mais perfeito nem melhor do que os outros. Em casa, no trabalho, devemos sempre estar prontos a ajudar, a colaborar. Qualquer trabalho é digno e deve ser feito com amor.
Jesus disse: “Eu vim para servir e não para ser servido.” E “Desci à Terra não para fazer a Minha vontade, mas a vontade Daquele que Me enviou”, numa demonstração de humildade, trabalho e doação.
TOME A SUA CRUZ E SIGA-ME
Jesus disse: “Se alguém quiser vir após Mim, renunc ie a si mesmo, tome a sua c ruz e siga- me.”
Isto quer dizer que devemos abandonar nosso orgulho, nosso apego aos bens materiais, os víc ios, o c omodismo e trabalharmos a nossa reforma íntima para sermos melhores a c ada dia.
“O meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. Ninguém tem a c ruz mais pesada do que pode c arregar, portanto, as dificuldades por que estamos passando são um aprendizado para nós e não uma puniç ão. Ac eitar as tribulações não significa renunciar à luta por uma vida melhor, ficar esperando o tempo passar. Nem sempre o que desejamos é o
que precisamos. Devemos troc ar a preguiç a pela vontade de venc er e ter fé em Deus, que nunc a nos desampara.
TENDE BOM ÂNIMO, EU VENCI O MUNDO.
Na última c eia, quando o Mestre se reuniu c om seus doze disc ípulos, disse: “- T enho- vos dito isto, para que em Mim tenhais paz; no mundo, tereis tribulações, mas tende bom ânimo, Eu venci o mundo”.
O mundo nos dá afliç ão, insegurança, conflitos. Mas a nossa vida verdadeira é a vida espiritual. Jesus veio trazer
para nós o c onsolo de uma vida futura. Para alguns, Cristo na c ruz pode parecer que ele foi derrotado. Mas Ele não
veio para venc er no mundo, mas para venc er o mundo. O que vamos levar c onosc o para a vida espiritual são as virtudes que c onquistamos, não os bens materiais que ac umulamos.
IV. FIXAÇÃO DE CONTEÚDO:
Fazer o exerc íc io da associação de idéias. As pessoas deverão ligar estas rec omendaç ões aos substantivos correspondentes. (fazer um c artaz e ir preenc hendo os números à medida que as pessoas forem falando)
LIGAR AS COLUNAS DA DIREITA DE ACORDO COM AS DA ESQUERDA
a) Amai ao próximo como a ti mesmo ( ) (1) humildade
b) Amai os vossos inimigos ( ) (2) caridade, generosidade
c ) Não julgueis para não seres julgados ( ) (3) coragem, fé, esperança
d) Fazei o bem sem ostentaç ão ( ) (4) renúncia, obediência
e)Entre vós, o maior seja o servo de todo ( ) (5) perdão
f) Renuncie, tome a sua c ruz e siga-me ( ) (6) fraternidade, amor
g)Tende bom ânimo, Eu venci o mundo ( ) (7) benevolência, justiça

Respostas: a 6; b 5; c 7; d 2; e 1; f 4; g 3

V. PROCEDIMENTO DIDÁTICO:
Exposiç ão didática

VI. RECURSOS:
Vídeos, transparências, retroprojetor

VII. BIBLIOGRAFIA:
Kardec , Allan – O Evangelho Segundo o Espiritismo
(rec ebido de Brida - grupo Ev_Infantil do Y ahoo Grouph -tt p://br.groups.yahoo.c om /group/ev_infant)il

PENSAMENTOS

Prece inicial

Primeiro momento: distribuir aos evangelizandos pedaços de papel celofane, em formato de coração, de diversas cores (preto, vermelho, amarelo, azul, transparente). Pedir que eles andem pela sala, olhando através do papel colorido, dizendo baixinho como se sentem, olhando o mundo através daquela cor. Após alguns minutos, as crianças devem trocar os pedaços de papel com os colegas, diversas vezes, até que todos tenham observado a sala com todas as cores de papel.

Segundo momento: indagar aos evangelizandos:

Enxergaram bem com todas as cores?

Era mais fácil de ver com alguma cor? Por quê?

Com qual cor gostaram mais? Por quê?

Terceiro momento: O evangelizador deve ajudar os alunos a concluir que era difícil enxergar através do preto, que tudo parecia triste; que através do amarelo as coisas pareciam ter cores que não possuem; que quanto mais escura a cor (vermelho, azul), mais difícil de ver; que através do papel celofane transparente era possível perceber melhor os objetos, os outros papéis coloridos e a expressão dos colegas. A idéia é comparar as cores com os sentimentos que temos: preto - tristeza; vermelho - euforia, agitação; azul claro - calma; transparente - paz, harmonia - melhor maneira de ver as coisas.

Quarto momento: explicar que os papéis celofanes são em forma de coração simbolizando que cada pessoa vê a vida e o mundo conforme os sentimentos que possui. Por isso as pessoas percebem de diferentes maneiras as mesmas coisas, como se cada uma olhasse através de uma folha colorida diferente.

Quinto momento: lembrar a importância do pensamento e das palavras, modos como expressamos os sentimentos que temos no coração. O pensamento positivo é um hábito que se adquire praticando. Através do pensamento é que se originam nossas atitudes, por isso a importância dos pensamentos otimistas. Pensamentos negativos, pessimistas, são como lixo: poluem a mente e o corpo, ocasionando sensações ruins.

Mas como ter pensamentos bons? Procurando ver sempre o lado bom das coisas, escolhendo coisas construtivas para fazer, leituras edificantes, brincadeiras e conversas positivas (sem fofocas, brigas, brincadeiras de guerra ou filmes de terror); estando em sintonia com a Espiritualidade Superior através da prece, sendo otimista. Perante as dificuldades nossas atitudes devem ser de fé e confiança em Deus, crença em si mesmo (nas capacidades que possuímos), oração e vontade de agir corretamente.

O SAPO E A FLOR

SAPO E A FLOR...

Numa floresta muito grande e cheia de bichos, habitavam várias famílias de animais.
Desde insetos e até mesmos leões com suas leoas e filhotes.Todos cuidavam de suas vidas e da comida também. Os macacos eram os mais alegres, pois estavam sempre brincando e pulando de galho em galho, como se fosse uma festa.Os pássaros regiam a orquestra, pois entre tantos gritinhos, urros e barulhos dos bichos parecia mesmo uma grande orquestra.
Estava um dia o sapo tomando seu banho de sol, quando ouviu que lhe dirigiam a palavra.Logo abriu seus olhinhos procurando quem com ele estaria falando!
Eis que vê uma linda flor cor-de-rosa cheia de pintinhas...
Assim estava dizendo ela: - Nossa que coisa mais feia! Nunca vi um bicho tão feio!
- Que boca tão grande, que pele tão grossa...
- Parece até uma pedra, aí parada, sem valor nenhum.
- Ainda bem que sou formosa, colorida e até perfumada.
- Que triste seria ser um sapo!!!
O sapo que tudo ouvia ficou muito triste, pois sempre que via a flor, pensava:
- Que linda flor, tão perfumada, que cores lindas, alegra a floresta!
Mas a flor agora havia se mostrado dizendo tudo aquilo do sapo.
De repente surge o gafanhoto saltitante e vê a flor, mas não o sapo.
A flor, quando o percebeu, ficou tremendo em seu frágil caule. Meu Deus, que faço agora?
Vocês sabem que o gafanhoto gosta de comer as pétalas de qualquer flor que encontre, e ela seria assim sua sobremesa...
O sapo, quietinho, quietinho, não se mexeu, e quando o gafanhoto se aproximou da flor, nhac... o alcançou com sua língua.
A flor que já se havia fechado, pensando que iria morrer, abriu-se novamente não acreditando no que havia acontecido.
Mas dona árvore que desde o início a tudo assistia, falou muito energicamente e brava lá do seu canto:
- Pois é dona flor, veja como as aparências enganam.Tenho certeza que a senhora gostaria mais do elegante e magrinho gafanhoto. No entanto, veja como ele teria sido tão mau com a senhora!
Às vezes pensamos e dizemos coisas sobre nossos semelhantes que não são verdadeiras. Precisamos tomar muito cuidado com o que falamos, sabe por que?
- Não - dizia a flor ainda tremendo de susto.
- Todos nos somos diferentes, de formas diferentes, e até pensamos diferente.
- Você sabe que existem também outras formas de se falar?
- Não. Não sabia - disse a flor espantada com a sabedoria da árvore.
- Pois então minha pequena, da próxima vez que for falar de alguém, pense antes, pois este alguém poderia ser você.
- Agora agradeça ao seu amigo sapo o favor que ele lhe fez, e também conte aos outros o que aprendeu aqui hoje.
Com sua vozinha fraca a flor disse ao sapo:
- Meu amigo, você é, realmente, amigo. Agradeço-lhe ter me salvado do gafanhoto e prometo que nunca mais falarei de ninguém.
- Aprendi a lição e dona árvore me ensinou também.
Todos os bichos que estavam assistindo bateram palmas.
E assim amiguinhos, aqui fica a lição: somos todos iguais. Existem bons e maus, mas podemos escolher de que lado vamos ficar.....

Marlene B. Cerviglieri

PARA PINTAR:

Bons Pensamentos

Tema: Bons pensamentos

Objetivo: Levar as crianças a perceberem que através de bons pensamentos trazemos a paz e a harmonia para nós e para todos com quem convivemos.

1. Prece inicial

2. Atividades
A) Ajudar a nuvenzinha Fátima a fazer faxina
B) Pingo de tinta

3. Desenvolvimento:

(01) História: A nuvenzinha Fátima

Tinha uma nuvenzinha que se chamava Fátima.
Ela adorava fazer faxina.
Ela adorava varrer o céu.
O seu alvo principal era as nuvens escuras formadas pelo pensamento das pessoas. Quando essas nuvens caiam em forma de chuva fazia muito mal a todos.
Só que a coitadinha não parava de limpar, pois ela limpava e logo as pessoas tinham maus pensamentos e a nuvem escura se formava de novo.

(02) Vamos, então, agora ajudar a nuvenzinha Fátima a fazer faxina?
(03) Colocar em um mural uma nuvem escura grande
(04) Pedir às crianças que falem palavras boas e ir escrevendo com caneta hidrocolor de variadas cores em um pedaço de papel branco e depois colar este papel com a palavra dita em cima da nuvem escura, a fim de tampá-la.
Ir conversando com as crianças, enquanto se escreve e se cola o papel branco, sobre a importância de termos pensamentos bons, que nos trazem alegria, que nos trazem amor, que deixam nossos corações felizes...

Para um melhor entendimento do tema, aplicar a atividade do pingo de tinta:

Entregar um copinho com água limpa para cada uma das crianças e pedir para que cada uma delas pingue uma gota de guache na água e aguarde o resultado.
Exemplificar que os copos com água são nossa cabeça, pingar gotas de tinta representando nossos pensamentos que rapidamente tomam conta de toda a água e modificam sua cor, se expandindo cada vez mais e mais rápido. Explicar como os pensamentos se criam, são alimentados por nós e nos contaminam, tanto na alegria como na tristeza.

Usei a cor preta para simbolizar a negatividade/ tristeza; a vermelha para a raiva; branca para a Paz; amarela para alegria e azul para saúde.

MEDO

Tenho Medo
-OBJETIVO:
Levar a criança a desenvolver sua autoconfiança, através do desvendamento e da reflexão sobre seus medos.
-MOTIVAÇAO:
1 – levar dentro de uma sacola, um objeto macio, agradável ao tato; pedir que coloquem a mão dentro da sacola e através do tato procurem perceber o que é; descrever o que sentiram.
2 – levar numa segunda sacola um objeto que inspire aflição ao tato; antes de pedir para que coloquem a mão dentro da sacola e adivinhem o que é fazer um clima de suspense:
– o que tem aqui dentro é bem diferente! (agitar a sacola e dizer): - nossa, parece que se mexe! O que será? Descrever o que sentiram.
-DESENVOLVIMENTO:
Formar com eles um conceito de medo, a partir da experiência que fizemos.
1 – O que senti?
2 – O que o medo provoca em mim?
Explicar que: o medo é uma emoção capaz de provocar mudanças no nosso organismo, como: dores na barriga, suor frio, aceleração do coração, tremor, paralisação.
3 – Do que você tem medo?
Neste momento dividir a lousa em duas partes, colocando de um lado o medo prevenção, que podemos chamar de “bom” como: medo de altura, medo de cobra, medo de velocidade, medo de água profunda. Do outro lado da lousa, colocar o medo patológico, que podemos chamar de “ruim”, como: medo de escuro, medo de assombração, medo de injeção, medo de medico ou dentista.
Explicar que o medo prevenção faz parte do nosso instinto de preservação. E o medo patológico é criado por nós, não oferece perigos e cria-nos dificuldades e barreiras. Quando os enfrentamos, percebemos que eles não teem razão de ser. Como por exemplo, na segunda sacola, criamos um suspense, levando vocês a imaginarem que lá dentro tinha algo assustador, que provocava medo! Vocês acreditaram que era algo que poderia feri-los e sentiram medo. Mas que surpresa, quando descobriram que lá dentro só existia uma escova de lavar roupas... – Quem tem medo de escova de lavar roupas?
4 – É isso que devemos fazer com nossos medos.

PRIMEIRO PROCURAR CONHECE-LOS, SEGUNDO, PENSAR SOBRE ELES.

-Exemplo:
1 – O que o escuro pode fazer comigo? Atacar-me? Ferir-me? Acenda a luz ou uma vela e observe, não há nada, só os móveis, aparelhos, enfeites que fazem parte da nossa casa. O RESTO É FRUTO DE NOSSA IMAGINAÇÃO!
2 – Por que tenho tanto medo de injeção? É só uma picada que dói menos que um tropeção daqueles que arrancam a ponta do dedão e que vocês vivem levando por aí.
3 – E o escorpião e a barata? Ah, eles são perigosos para nossa saúde, então vamos manter a casa limpa, em ordem, sem dar chance para que eles fixem suas moradias em nossas casas.
-FIXAÇÃO:
Distribuir folhas para que todos, inclusive os evangelizadores desenhem seus medos. Sugerir que deixemos os desenhos expostos na sala durante um mês, para que possamos, todo sabado, avaliar se estamos conseguindo trabalhar através do raciocínio para vencer nossos medos. Cada um falará o que fez durante a semana para vencer aquele medo.

Auto-estima

Primeiro momento: contar a história Ser diferente (ANEXO), pintar as figuras anexas e colar no palito de picolé (personagens da historia)

Segundo momento: conversar com os evangelizandos.

*É importante gostar de si mesmo? Por quê?
Cada um tem o corpo físico ideal em cada existência para aprender as coisas que se propôs. Assim, o leão deveria fazer novos amigos, a girafa aprender a não falar mal dos outros, o veado a ser mais alegre e se aceitar como era.

*Qual é o animal mais belo?
Cada animal tem a sua beleza e importância, juntos compõe a natureza que é perfeita e foi criada por Deus.

*E nós? Nos aceitamos como somos? Ou agimos como os animais da história? Não esperar respostas, pedir que eles reflitam.

É importante na vida de uma pessoa as atitudes boas que pratica e os sentimentos positivos que desenvolve (como amor, respeito, amizade) e o esforço que faz para superar os defeitos morais que possui (fofoca, mentira, preguiça).

Devemos sempre nos comparar a nós mesmos (como éramos há algum tempo) e nunca nos compararmos aos outros, pois cada um tem sua caminhada.

Terceiro momento – Pintar o desenho anexo, não esquecer de mostrar como cada criança do desenho tem um traço, um olhinho, um cabelinho....

HISTORIA:
Ser diferente
Zezé, o elefante, estava triste. Eles se achava gordo e desajeitado. Na verdade, queria ser como Filó, a girafa. Porém, ao contar para a amiga girafa seu sonho de ser alto e elegante como ela, descobriu que Filó se achava alta demais, e não gostava de seu pescoço. Ela contou, então que desejava ser como Lico, o veado, ágil, veloz e com a altura certa.
Conversando com Lico, descobriram que ele se considerava frágil demais e, em seus sonhos, via-se forte como Ian, o leão.
Superando o medo que sentiam de Ian, foram procurá-lo, para perguntar como era ser forte, ser o rei da floresta. Mas encontraram Ian triste e solitário. O leão possuía poucos amigos, pois tinha fama de ser furioso, e todos tinham medo de se tornar seu jantar.
Como não conseguiram concluir quem era o melhor bicho, resolveram fazer um concurso para eleger o mais belo da floresta, o animal ideal. E foram procurar Zilá, a coruja, para juntos estabelecerem as regras do campeonato.
Zilá era uma estudiosa do comportamento animal, que surpreendeu a todos quando disse:
- Que importa ser o mais belo, o animal ideal? Deus criou cada animal de um jeito especial, com características próprias. E aí está a beleza da criação. Já pensaram se só existissem leões ou borboletas?
Zilá também explicou que cada animal tem virtudes próprias, e que o importante é cada um aceitar-se como é, valorizando o que tem de bom e se esforçando para se tornar alguém cada vez melhor, desenvolvendo qualidades como amor, perdão, respeito, amizade.
Zezé, Filó, Lico e Ian pensaram muito no que disse Zilá. E não realizaram o concurso.
A partir dessa conversa, Zezé parou de reclamar de seu peso e iniciou um programa de exercícios; Filó aceitou-se como era, alta e magra e deixou de ser fofoqueira; Lico tornou-se mais alegre e satisfeito com a vida e Ian tem se esforçado para ser mais calmo e simpático e fazer novos amigos. Assim, todos colaboram para que a floresta se torne um lugar melhor para se viver.
PERSONAGENS:







DESENHO PARA COLORIR: