O LADO BOM DAS PESSOAS

Objetivo: Levar as crianças a perceberem que é pelo pensamento que nós criamos o ambiente favorável ou desfavorável que nos perturba ou garante a paz e harmonia. 

Primeiro momento:
Hoje vamos falar da importância dos nossos pensamentos e sentimentos e como eles são responsáveis pelo nosso estado de felicidade e infelicidade.

Atividade de observação e reflexão

Objetivo: Possibilita a reflexão sobre os próprios sentimentos, de modo que sejam trabalhados com vistas ao nosso progresso espiritual.

Tempo de aplicação: Cerca de 15 minutos.
Material: papel celofane (preto, vermelho, amarelo, azul, transparente).
Desenvolvimento:
1. Distribuir  pedaços de papel celofane, em formato de coração, de diversas cores.
2. Pedir que eles andem pela sala, olhando através do papel colorido, dizendo baixinho como se sentem, olhando o mundo através daquela cor.
3. Após alguns minutos, as crianças devem trocar os pedaços de papel com os colegas, diversas vezes, até que todos tenham observado a sala com todas as cores de papel.


Terceiro momento: 

Enxergaram bem com todas as cores?
Era mais fácil  ver com alguma cor específica? Por quê?
Com qual cor gostaram mais? Por quê?
Após ajudar os alunos a concluir que é difícil enxergar através do preto, que tudo parecia triste; que através do amarelo as coisas pareciam ter cores que não possuem; que quanto mais escura a cor (vermelho, azul), mais difícil de ver; que através do papel celofane transparente era possível perceber melhor os objetos, os outros papéis coloridos e a expressão dos colegas.
A ideia é comparar as cores com os sentimentos que temos: preto – tristeza, negatividade; vermelho - raiva; azul - calma; transparente - paz, harmonia; amarelo – alegria.
Explicar que os papéis celofanes são em forma de coração simbolizando que cada pessoa vê a vida e o mundo conforme os sentimentos que possui.
Por isso as pessoas percebem de diferentes maneiras as mesmas coisas, como se cada uma olhasse através de uma folha colorida diferente.

Quarto momento:
O que é preciso fazer para mudar sentimentos negativos no coração?
Esperar até que respondam que é preciso mudar os pensamentos, então explicar que mudando a forma de pensar mudamos nossos sentimentos.
Como sentimos vemos a vida e as pessoas, se somos rancorosos, egoístas, orgulhosos e muito egoístas veremos e sentiremos o mundo as pessoas assim e nos tornaremos pessoas infelizes de difícil convivência, poucos se aproximam de nós.
E, se ao contrário, alegres, generosos, compreensíveis com as pessoas e as situações, humildes, serenos, somos pessoas felizes, pois o que pensamos estamos sentindo e isso influencia os outros a nossa volta, sabem como?
Nossos pensamentos são como nuvens, eles ficam em torno de nós como as nuvens no céu.
Não vemos com nossos olhos físicos esses pensamentos, essas ideias que formamos, mas percebemos com nossos olhos espirituais e sentimos, pois pensamentos bons, positivos são aqueles que trazem bem-estar, simpatia e já os ruins trazem sensações ruins e desagradáveis àqueles que se aproximam de nós. E nós atraímos as companhias  conforme nossos pensamentos, e isso é chamado de sintonia.
E para manter o equilíbrio do corpo e mente, devemos vigiar constantemente nosso pensamento. Pensamentos negativos e  pessimistas trazem doenças, tristezas. São como lixo: poluem a mente e o corpo, ocasionando as sensações ruins. O positivo sempre nos traz bem-estar, harmonia, saúde, disposição e alegria e é um hábito que se adquire praticando.
Dependendo de nossos pensamentos vamos ser muito felizes ou infelizes, pois os bons pensamentos são a garantia das grandes realizações. Através dos pensamentos que se originam nossas atitudes, por isso, a importância dos pensamentos positivos.
Mas como ter pensamentos bons?
Como podemos mudá-los?
Procurando ver sempre o lado bom das coisas, vigiarem as atitudes os comportamentos e as palavras, escolhendo coisas construtivas para fazer, leituras edificantes, brincadeiras e conversas positivas (sem fofocas, brigas, brincadeiras de guerra ou filmes de terror); estando em sintonia com a Espiritualidade Superior através da prece, sendo otimista.
Perante as dificuldades devemos ter atitudes de fé e confiança em Deus, crença em si mesmo (nas capacidades que possuímos), oração e vontade de agir corretamente.

Quinto momento:
1. Distribuir quadradinhos de papéis onde estão escritos vários sentimentos (positivos e negativos).
Sugestões: perdão, paciência, harmonia, confiança, perseverança, bondade, gratidão, alegria, bom humor, sensibilidade, desapego, educação, lealdade, entusiasmo, doçura, paz, carinho, responsabilidade, fé, humildade, simplicidade, cooperação, prece, trabalho, respeito, calma, coragem, sinceridade, justiça, amor, honestidade, caridade, raiva, tristeza, injustiça, ódio, mau-humor, mentira, preguiça, briga, desconfiança, falsidade, guerra, orgulho, egoísmo, maldade, pessimismo, rancor, fofoca, inveja, ciúme.

2. Distribuir corações recortados em cartolina a cada um.. Explicar  que o desenho representa o coração de cada um.
Solicitar que eles separem os sentimentos bons dos ruins, entre os papeizinhos que receberam.
Cada criança deverá colar o "sentimento positivo" no seu coração de cartolina.
Explicar que devemos cultivar estes sentimentos em nossos corações e vivenciá-los através de nossas atitudes.
 Perguntar onde devemos guardar (ou colocar) os sentimentos ruins (os papéis que sobraram).
( No lixo, deve ser a resposta das crianças.)
 Pedir que cada  um coloque no lixo "os sentimentos negativos" (os papeizinhos que restaram).
Agora que temos espaço mental, que pensamentos legais podemos colocar nele?
Pedir sugestões.

Sexto momento:
Atividade escrita: cada criança deve escrever sentimentos, pensamentos, atitudes e fatos positivos e negativos em uma folha.
De um lado, os sentimentos positivos e do outro os negativos.
Outra: Atividade escrita: cada criança deve escrever pensamentos (folha A4 com desenho de balões /pensamento). De um lado os sentimentos positivos e do outro os negativos.









OU

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by: Alice Lirio

AMOR AO PROXIMO - COLABORAÇÃO

Brinquedo Reciclado: Boliche com Embalagens de Shampoo

Que tal juntar embalagens de shampoo para fazer boliche para a garotada. É uma maneira divertida para trabalhar comreciclagem na sala de aula, as crianças vão adorar!! Acompanhe o passo a passo:
Materiais Necessários: embalagens de shampoo, fita adesiva colorida, papel contact (vermelho, branco e preto), tesoura e folhas de jornal.

Como fazer: risque o molde dos olhos e da boca no papel contact e recorte com a tesoura. Cole-os nas embalagens de shampoo para formar o mostro boliche. Cole os olhos e nariz, deixe a boca por ultimo, para acertar a altura na embalagem. E não esqueça de colar os dentinhos dentro da boca.

Para fazer as bolas, amasse bem o jornal até ficar no formato de uma bolinha. Encape-as com fita adesiva colorida, ou então com fita crepe e depois é só pintar as bolinhas com tinta da sua preferência. E está pronto. Para jogar é só posicionar os pinos a certa distancia e jogar as bolinhas. Ganha quem derrubar mais peças.

by: Estadinho

AULAS E DINÂMICAS PARA A JUVENTUDE- Comunicabilidade dos Espíritos


Objetivo: Identificar, através da dinâmica proposta (mímicas), o que é comunicabilidade entre espíritos encarnados e desencarnados, bem como as diversas formas de manifestações medianímicas.

Primeiro momento -
 Sugestão de dinâmica a utilizar (retirada de Apostila da FEB, pré-juventude, 5ª unidade: O Espiritismo)

Jogo da mímica:

 consiste em escrever em cartões ou palitos de picolé diversas profissões (conhecidas dos jovens e próximas de sua realidade; ex: médico, cantor, lixeiro, dentista, pintor, mecânico, etc).

Segundo momento: 
O evangelizador dividirá a turma em 02 grupos: A e B. 
O grupo "A" sorteará um cartão e representará a profissão nele escrita, através de mímicas. Enquanto isso, o grupo "B" deverá adivinhar a profissão representada pelo outro grupo; se acertar, ganhará 01 ponto. Caso não consigam, o grupo que está representando ganhará 02 pontos.
Os grupos apresentarão as profissões, alternadamente, e terão apenas duas chances para adivinhar a profissão. O jogo será encerrado quando todos os cartões forem sorteados ou seguirá enquanto houver interesse da turma.

Terceiro momento
No final da brincadeira o evangelizador perguntará aos evangelizandos:
1º) Como foi possível descobrir as profissões citadas nos cartões?
2º) Existem outras maneiras de nos comunicar com as pessoas?
3º) O que é comunicação?
4º) Podemos mandar e receber mensagens para qualquer pessoa ou lugar?
5º) E dos desencarnados podemos receber mensagens?
6º) Como os espíritos desencarnados se comunicam com os encarnados?

Ouvir as respostas e desenvolver o tema.
Prece de encerramento

by:Responsabilidade: Grupo Espírita Seara do Mestre
Organização/correção: Claudia Schmidt
Preserve os direitos autorais 

A Samaritana no Poço de Jacob


PRIMÍCIAS DO REINO (CAPÍTULO 9 "A MULHER DE SAMARIA") - ESPÍRITO: AMÉLIA RODRIGUES / MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO

A jornada do Mestre e seus discípulos fora longa: cerca de cinqüenta quilômetros.
A garganta ressequida, o corpo cansado e coberto de pó pedem linfa cristalina e refrescante.
Ao chegarem às cercanias da cidade, o Rabi assentou-se junto ao tradicional "poço de Jacó", nos terrenos que pertenceram a esse venerando ancião e foram legados a seu filho José, onde fica-ra sepultado.
Os discípulos subiram à cidade para aquisição de víveres e frutas, enquanto Jesus aquietou-se em profundo cismar, perdido na paisagem colorida.

* * *

Cântaro ao ombro, mergulhada em íntimas inquietações, uma mulher desce ao poço sob o Sol queimante e a pino.
Surpreende-se com o estranho olhar que lhe dirige o forasteiro judeu, que ali parece aguardá-la.
Atira, porém, o vaso sobre a água e recolhe o precioso líquido na bilha que repousa sobre o paiol.
Sente-se intranquila, como se algo estivesse para suceder-lhe.
Emoções desconhecidas tumultuam-lhe o espírito.
Quando se dispõe a tomar o vasilhame e retornar ao lar, ouve:
– Dá-me de beber!
Volta-se, surpresa, dominada por estranhos e profundos ressentimentos.
Como ousa aquele estrangeiro dirigir-lhe a palavra, atentando contra os costumes vigentes? – interroga mentalmente. Que homem é este que se atreve a dirigir a palavra a uma mulher, sabendo-se que ninguém ousava fazê-lo na rua, mesmo que fosse à esposa, filha ou irmã? Ignorará ele essa regra comezinha, parte integrante dos deveres sociais? E, solene, retruca, com proposital ironia na voz, com que extravasa a própria amargura:
– Como sendo tu judeu me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana?
No vale, maio cantava através de mil cigarras no trigal; a estrada deserta e silenciosa perde-se montanha a dentro.
Jesus conhece as dissensões que separam os dois povos: judeus e samaritanos.
Não seria esta a única vez que Ele provocaria escândalo, afrontando costumes odientos e convencionais.
Tem uma mensagem a dar – mensagem de conciliação e consoladora.
Para isto deixara propositalmente a estrada do Jordão e subira as serras. Programara aquele encontro, desde antes...
Aquela mulher, Ele a escolhera para ser a condutora do seu aviso a Siquém.
Responde-lhe, então, sem aspereza nem revide, por conhecê-la, talvez, intimamente.
Sua voz é cantante, compadecida:
– Se tu conhecesses o Dom de Deus, e quem é o que te diz: dá-me de beber, tu Lhe pedirias, e Ele te daria água viva.
Vibrações incomparáveis estrugem no coração da mulher.
Guardava ânsias de paz e não sabia como ou onde encontrá-la.
Uma dúvida, porém, a inquieta.
O espanto dá-lhe à voz uma tonalidade de respeito.
– Senhor! – exclama – tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde pois tens a água viva? És tu maior do que nosso pai Jacó que nos deu o poço, dele bebendo, ele próprio, seus filhos e o seu gado?
Os olhos do estranho fulguram com um fascínio desconhecido.
A revelação não tarda; a mensagem espraiar-se-á no ar, embalando o mundo, quando Ele a enunciar.
– Qualquer que beber desta água tornará a ter sede; – foi explícito – mas aquele que beber da água que eu lhe der, nunca terá sede, porque a água que eu lhe oferecer se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna.
– Dá-me dessa água – disse, pressurosa, – para que não mais tenha sede, e aqui não venha tirá-la.
Penetrara a mulher o sentido das palavras do Rabi? Desejava libertar-se da exaustiva tarefa ou buscava mais clareza no ensino?
Os meigos olhos dEle incendeiam-se e se fixam nos olhos dela, penetrando-lhe o recôndito do espírito.
– Vai chamar o teu marido e vem cá – ordena-lhe com brandura e segurança.
Ela se perturba.
Era uma pecadora, e Ele o sabia, – conjectura...
Esse era o seu tormento íntimo.
Quanto se sentia ferida, humilhada no seu amor, receosa!...
As lágrimas afloram e escorrem abundantes; a palavra empalidece o vigor nos seus lábios e, quase sem fôlego, esclarece:
– Não tenho marido...
A vergonha estampa no seu rosto moreno a própria dor.
– Disseste bem: não tenho marido; – confirmou Jesus – pois que cinco maridos tiveste, e o que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade.
Surpreendida, a samaritana não mais oculta a alegria, a felicidade.
Grita, quase:
– Senhor, vejo que és Profeta!
A mente está em desalinho.
Quantas dúvidas a atormentaram a vida toda!... Agora está diante de um Profeta de Deus. Deve aproveitar cada instante, reabilitar-se, encontrar a paz, por fim.
Comovida, interroga com docilidade.
– Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar.
– Mulher, acredita-me – elucida o Enviado Divino – que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus. Mas a hora vem, e agora é em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem.
A mulher, perplexa, enche-se de ventura.
Tão indigna se considera, e, no entanto, fora chamada à Verdade, ouvindo o que nenhum ou-vido jamais escutara antes.
O Desconhecido olha em derredor, e continua com música harmoniosa nas palavras:
– Deus é o Espírito, e importa que os que O adoram, O adorem em espírito e em verdade.
A humilde "aguadeira" terá compreendido a grandeza universal do ensino?
Transfigurada pela revelação, deseja informar-se com segurança, e indaga:
– Eu sei que o Messias (que se chama o Cristo) vem; quando ele vier – nos anunciará tudo...
A sinfonia imponente irrompe do coração do Mestre, e, ante a Natureza em silêncio e expectação, Ele conclui:
– Eu o sou; eu que falo contigo! Por isso digo que a salvação vem dos judeus.
O suor escorre-lhe pelo rosto rubro e másculo.
Já não há segredo.
Despedaçam-se as comportas do mistério e a verdade esparze alegria e consolo.
Não mais silêncios.
A mulher está conquistada.
O Reino amplia fronteiras entre os "desgarrados"...

***

Os discípulos retornam e "maravilham-se de que estivesse falando com uma mulher", mas nada disseram.
Tomando o cântaro, a samaritana demanda a cidade e, aos gritos, proclama:
– Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito; porventura não é este o Cristo?
Pela afeição com que se ligou a Jesus, primitivos cristãos, que se alentaram na sua coragem de proclamar as imperfeições, denominaram a Samaritana "A Iluminadora", que a tradição oral acatou e conservou até os nossos dias.






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