CÉU E INFERNO



INFORMATIVO: Informar às crianças que o céu e o inferno são estados de espírito.
OBJETIVOS: 
FORMATIVO: Formar na criança a vontade de construir o céu dentro de si.

INCENTIVO INICIAL: Perguntar às crianças o que elas entendem por céu e inferno.

DESENVOLVIMENTO: Céu é o espaço que circunda a Terra, particularmente o que está cima do nosso horizonte. A ideia de céu, como um local de eterno gozo e ociosidade é equivocada. Mesmo porque ninguém gostaria de ficar pela eternidade sem nada para fazer, em pouco tempo estaria entediado. Segundo a Doutrina Espírita, céu é um estado de espírito, pois a destinação do Espírito após a morte será de acordo com a sua realidade íntima, suas obras e sua evolução.
 Inferno na concepção de um lugar de eterno sofrimento, onde as pessoas queimam pela eternidade também não é real. Deus não seria bondoso e justo se condenasse seus filhos a penas eternas, sem chance de aprender a fazer certo. Nem nossos pais, que são Espíritos imperfeitos, dão-nos castigos que duram para sempre?
Da mesma maneira, o
umbral não é o inferno dentro da concepção espírita. É uma região do mundo espiritual inferior, por onde estagiam Espíritos infelizes, o qual pode ser analisado de várias formas. No sentido de portal, de passagem para o mundo espiritual, não representa propriamente uma região específica, mas uma porta de entrada no mundo espiritual por onde todos passarão. O umbral também pode representar um estado de alma. Em qualquer lugar, onde o Espírito estiver pensando no mal ou alimentando sentimentos contrários à lei de amor, estará vivendo seu Umbral interior, em virtude da psicosfera mental densa que gera. O umbral também poderá ser um lugar definido. São as regiões inferiores do mundo espiritual formadas pela concentração de Espíritos de baixo padrão vibratório. Os Espíritos infelizes, de acordo com o seu nível evolutivo, quando desencarnam, por uma força de atração semelhante à que a gravidade exerce sobre a matéria, serão conduzidos para esses lugares, onde estarão os Espíritos que desencarnam com a consciência pesada, cheios de culpas, de remorsos; os viciados, que vão em busca da satisfação dos mesmos vícios e gozos que alimentaram na Terra; e os que falharam no cumprimento dos compromissos assumidos antes de reencarnar.
Tempestade de idéias:
         1 - O céu e o inferno podem ser aqui mesmo na Terra? O céu e o inferno podem ser aqui mesmo na Terra, a depender de nossas atitudes. São estados de alma, que nós elegemos no dia a dia, através de pensamentos, atitudes e palavras.

         2 - O que é a salvação segundo a Doutrina Espírita? LEI DE EVOLUÇÃO. O único determinismo a que está sujeito o Espírito é o da evolução, pois o Universo evolui constantemente, mas o ritmo dessa evolução é ditado por nós mesmos.

         3 - A qual religião pertencem os Espíritos que se salvam? Os que se salvam são os que consolam os doentes e os órfãos em suas aflições; os que se salvam são os que procuram aperfeiçoar-se, corrigindo-se dos seus defeitos; os que se salvam são os que amam o próximo; os que se salvam são os que trabalham pela causa da Justiça e da Verdade, que é a Causa Universal.

         4 - O que acontece com os Espíritos adiantados após o desencarne? São conduzidos as esferas mais elevadas de acordo com o progresso já realizado.

         5 - O que acontece com os Espíritos atrasados após o desencarne? Alguns gravitam um tempo entorno do cenário que viveram: lar, trabalho, meio social; são atraídos para as regiões inferiores do mundo espiritual: vícios, desejos, sentimentos inferiores...

         6 - Para agradar a Deus e assegurar a sua posição futura, bastará que o homem não pratique o mal? O Livro dos Espíritos, questão 642.

         7 - Existem penas eternas? Não existem penas eternas – nem um pai humano não nos deixa de castigo para o resto da vida.

         8 - O que é uma alma penada? Alma penada é uma alma sofredora, que está no mundo espiritual, incerta de seu futuro, e podemos auxiliá-la através de uma prece.


ATIVIDADE DE FIXAÇÃO: Ler para as crianças a estória “Céu e inferno íntimos” para fechar o raciocínio.

Céu e inferno íntimos

         Conta-se que um dia um samurai, grande e forte, conhecido pela sua índole violenta, foi procurar um sábio monge em busca de respostas para suas dúvidas.
         - Monge, disse o samurai com desejo sincero de aprender, ensina-me sobre o céu e o inferno.
         O monge, de pequena estatura e muito franzino, olhou para o bravo guerreiro e, simulando desprezo, lhe disse:
         - Eu não poderia ensinar-lhe coisa alguma, você está imundo. Seu mau cheiro é insuportável.
         - Ademais, a lâmina da sua espada está enferrujada. Você é uma vergonha para a sua classe.
         O samurai ficou enfurecido. O sangue lhe subiu ao rosto e ele não conseguiu dizer nenhuma palavra, tamanha era sua raiva.
         Empunhou a espada, ergueu-a sobre a cabeça e se preparou para decapitar o monge.
         - “Aí começa o inferno”, disse-lhe o sábio mansamente.
         O samurai ficou imóvel. A sabedoria daquele pequeno homem o impressionara. Afinal, arriscou a própria vida para lhe ensinar sobre o inferno.
         O bravo guerreiro abaixou lentamente a espada e agradeceu ao monge pelo valioso ensinamento.
         O velho sábio continuou em silencio.
         Passado algum tempo o samurai, já com a intimidade pacificada, pediu humildemente ao monge que lhe perdoasse o gesto infeliz.
         Percebendo que seu pedido era sincero, o monge lhe falou:
         - “Aí começa o céu”.
         Para nós, resta a importante lição sobre o céu e o inferno que podemos construir na própria intimidade.
         Tanto o céu quanto o inferno, são estados de alma que nós próprios elegemos no nosso dia-a-dia.
         A cada instante somos convidados a tomar decisões que definirão o início do céu ou o começo do inferno.
         É como se todos fôssemos portadores de uma caixa invisível, onde houvesse ferramentas e materiais de primeiros socorros.
         Diante de uma situação inesperada, podemos abri-la e lançar mão de qualquer objeto do seu interior.
         Assim, quando alguém nos ofende, podemos erguer o martelo da ira ou usar o bálsamo da tolerância.
         Visitados pela calúnia, podemos usar o machado do revide ou a gaze da autoconfiança.
         Quando injúria bater em nossa porta, podemos usar o aguilhão da vingança ou o óleo do perdão.
         Diante da enfermidade inesperada, podemos lançar mão do ácido dissolvente da revolta ou empunhar o escudo da confiança.
         Ante a partida de um ente caro, nos braços da morte inevitável, podemos optar pelo punhal do desespero ou pela chave da resignação.
         Enfim, surpreendidos pelas mais diversas e infelizes situações, poderemos sempre optar por abrir abismos de incompreensão ou estender a ponte do diálogo que nos possibilite uma solução feliz.
         A decisão depende sempre de nós mesmos.
         Somente da nossa vontade dependerá o nosso estado íntimo.
         Portanto, criar céus ou infernos portas à dentro da nossa alma, é algo que ninguém poderá fazer por nós.

AVALIAÇÃO:
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3 comentários:

FREIRE.ROSA disse...

PRECISO DAR A AULA CEU E INFERNO PARA CRIAÇAS DE 7 E 8 ANOS GOSTARIA DE ALGO ILUSTRATIVO ONDE POSSO ENCONTRAR

Olga Luzia disse...

Eu também.

Olga Luzia disse...
Este comentário foi removido pelo autor.

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