Indulgência


A)    IDÉIAS BÁSICAS
·         Indulgência é o sentimento fraternal que necessitamos cultivar para com os nossos irmãos, evitando censurar, criticar, fazer observações chocantes e falar mal de quem quer que seja.
·         A pessoa indulgente não vê os defeitos dos outros, ou, se os observa, evita falar deles ou divulgá-los, a fim de que não se tornem conhecidos por outrem.
·         Devemos ser severos para conosco e indulgentes para com as fraquezas alheias, reconhecendo que todos temos inúmeros defeitos a corrigir e hábitos a modificar.
·         O Cristo nos adverte: não podemos pretender tirar o argueiro dos olhos dos nossos irmãos, se temos em nossos olhos a trave que nos cega, dificultando-nos a caminhada.
·         A criatura indulgente demonstra sempre ser caridosa e fraterna, não compactua com o mal e busca sempre ver o lado positivo de tudo e as coisas boas do semelhante.
·         A indulgência nos leva, quando preciso, a esclarecer a outrem sem magoar ou ferir e a compreender as deficiências de todos sem pruridos de falsa superioridade. 

Incentição

— ABRIGO SUBTERRÂNEO

OBJETIVOS: Fazer os jovens perceber que não cabe a nós fazer julgamentos sobre ninguém. A Justiça é a de Deus e não a dos Homens.
 MATERIAL NECESSÁRIO: Papel com o texto “Abrigo subterrâneo” (um para cada grupo) e lápis.
 DESENVOLVIMENTO: Dividi-los em grupos e entregar a carta do abrigo subterrâneo (quadro abaixo).
Cada grupo terá 2 minutos para fazer suas escolhas. Terminado o tempo, selecionando todos os seis ou não, cada grupo irá mostrar suas escolhas, respondendo os seguintes questionamentos feitos pelo educador:


1. O que vocês usaram como critério de seleção?
2. Houve algum preconceito que facilitou a escolha?
3. Vocês acharam justo decidir a vida dessas pessoas através das informações dadas? E se algumas
dessas pessoas também fizessem algo de bom, mas que não foi citado?
4. Como vocês se sentiram decidindo sobre a vida de outra pessoa?
5. E se fossem utilizados os mesmos critérios de julgamento com você?
6. Vocês gostariam de ser julgados desta maneira?
7. Quais diferenças vocês poderiam destacar se essa seleção fosse feita pela Justiça dos homens e pela Justiça de Deus?

ABRIGO SUBTERRÂNEO

 Imaginem que a sua cidade está sob ameaça de um bombardeio nuclear. Aproxima-se um homem e lhes solicita uma decisão imediata. Existe um abrigo subterrâneo que só pode abrigar 6 pessoas. Há 12 que querem entrar. Abaixo está a relação dessas 12 pessoas, faça sua escolha indicando apenas os 6 que irão sobreviver ao bombardeio nuclear.
-       Uma adolescente grávida sem saber o pai da criança;
-       Um pai que espanca os filhos.
-       Um advogado de 25 anos que defende os criminosos;
-       Uma professora que consegue cativar os alunos.
-       A esposa do médico, com 24 anos, que tem problemas psicológicos. O casal prefere ficar junto, dentro ou fora do abrigo;
-       Um padre de 75 anos;
-       Um assassino de 50 anos;
-       Um menino com 15 anos de idade.
-       Um mendigo que mora nas ruas;
-       Um trabalhador que sofre preconceitos por ser negro;
-       Um ladrão de 28 anos que só aceita entrar no abrigo se puder levar sua arma;
-       Uma menina de 12 anos, com Síndrome de Down;
-       Um homossexual de 40 anos;
-       Um idoso com problemas visuais e auditivos.

A mulher adúltera

            Narra o evangelho que uma mulher foi surpreendida em adultério e isso representava uma grave ofensa que levaria a adúltera à pena de morte por apedrejamento. O marido que a denunciou gritava:
- Morte a adúltera!

Fig. 1 – As autoridades seguidas pela multidão, conduziram a pobre mulher até o templo onde Jesus se encontrava. Chegando lá perguntaram:
- Mestre, essa mulher foi surpreendida em adultério. Segundo a lei de Moisés, ela deve ser apedrejada. E tu mestre? O que dizes?
Jesus nada falou. Inclinou a cabeça e começou a escrever na areia. As autoridades, confusas, insistiram na pergunta. Jesus, olhou para a multidão e, fixando o olhar sobre o marido da mulher infeliz, disse:
- Aquele que estiver sem pecado, atire a primeira pedra!
E novamente voltou a escrever na areia. A multidão surpreendida com a resposta começou a se retirar. Primeiro os mais velhos, seguidos, depois, pelos mais novos.
            Então, Jesus virando – se para a mulher, perguntou:
- Onde estão os seus acusadores? Ninguém te condenou?
- Não, senhor! Ninguém! – respondeu ela.
- Nem eu, também, te condeno! Vá, e não tornes a pecar... – Disse – lhe Jesus.
A mulher lançou um olhar de gratidão a Jesus e se retirou feliz. Perdoou – se também!

Fig. 2 – Dizem que ela, depois desse episódio, renovou a vida. Procurou reparar o seu erro através de uma conduta reta, devotando – ao bem. Um dia, bateu – lhe a porta o esposo que, naquela ocasião, a conduziu ao apedrejamento. Profundamente arrependido, pediu - lhe perdão, pois a consciência lhe advertia que, também ele, tinha sido um mau companheiro e, por isso, não tinha o direito de julga – la.

Fig. 3 – A mulher lembrou – se de Jesus e, em seguida, abraçou fraternalmente aquele que tinha sido seu marido. No seu coração, não havia mágoas nem culpas. Em prece, agradeceu ao mestre pelo grande ensinamento do perdão.


CONCLUSÃO EVANGÉLICO-DOUTRINÁRIA
·         A falta de indulgência ainda é no mundo, a característica dos seus habitantes. Geralmente, habituamo-nos a ver o lado mal das coisas, esquecendo-nos de que todos somos portadores de imperfeições que precisamos exterminar.
·         O nosso dever básico deve ser o de vigiarmos a nós mesmos na conversação, ampliando os recursos de entendimento nos ouvidos alheios. Sejamos indulgentes, rogando perdão para os nossos erros e perdoando os que erram.
·         “Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela.” (Jesus)
·         Se hoje não somos portadores de determinadas imperfeições já o fomos no passado, e ainda hoje a nossa caminhada evolutiva prossegue cheia de tropeços.
·         Sejamos indulgentes uns para com os outros, procurando silenciar ante as fraquezas de nossos irmãos, pois, se formos chamados ao testemunho de nossas obras, não saberemos ao certo,em que condições iremos nos apresentar.



1 comentários:

Elisabete Casassola disse...

Muito boa essa ideia do abrigo subterrâneo. Vou aplicar na turma II e III ciclo. Obrigada.

Elisabete Casassola

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