Obediência II - HISTORIA


Obediência
Quando falamos em obediência, logo nos vem a imagem de nossa mãe nos dizendo: “Me obedeça, por favor”.
Então, quando uma criança ouve a palavra obediência, já pensa : “Vai começar a chatice de novo”.
Mas hoje nós vamos aprender que a obediência não é uma coisa chata, mas é como se fosse uma regrinha, que quando bem usada nos traz grandes benefícios, e faz a gente se sentir muito bem, assim como quando vamos pra cama sem bronca de ninguém ou quando nossa lição de casa está feitinha e podemos dormir tranqüilos.
É assim a obediência, como um jogo, se alguém não “obedece” as regras do jogo acaba sendo prejudicado e prejudicam os outros.
A natureza também tem regras que se não obedecermos causa prejuízo a nós e a toda população. Como por exemplo, em uma época de chuva, se jogarmos todo o tipo de lixo no rio, ele transborda e prejudica pessoas que moram na região; quando o tempo está seco, se jogarmos um fósforo perto de uma árvore seca, poderá causar um incêndio
Os escoteiros obedecem a regras para o bom relacionamento de seu grupo, e se sentem muito bem com isso, fazendo com que haja harmonia. 
Como todos já sabem no mês de maio comemoramos o dia das mães (2º domingo de maio), então por que não falarmos de mães e obediência?
Aí, alguma criança vai nos perguntar: Por que é que minha mãe quer que eu faça tudo o que é chato, vive dizendo para obedecer em tudo?
Muito bem! Embora muitas vezes não entendamos nossa mãe sempre quer o melhor para nós, por isso devemos sempre conversar com ela, falar sobre nossas idéias, das coisas que gostamos, e também ouvir as suas preferências, trocar idéias e cada um respeitar seu ponto de vista.
Na página seguinte do Peixinho Vermelho, narramos uma história do livro , “E, para o resto da vida...”, onde veremos que em todos os lares temos problemas e soluções para tudo.
Leia a historinha!
A Cesta
Quando menina, eu era preguiçosa e reclamava quando me pediam para fazer os mais insignificantes deveres dentro de casa.
Sempre que possível, eu transferia o que tinha a fazer para os meus irmãos. Eles, entretanto, não tinham melhor disposição do que eu, de modo que estávamos sempre discutindo e de cara feia uns para com os outros. Meus pais nada diziam e esperavam que decidíssemos as querelas. Hoje percebo que papai simplesmente pensava na maneira pela qual iria nos dar uma lição proveitosa.
Uma das minhas tarefas e a que me deixava sempre mal-humorada, consistia em pegar uma cesta e ir comprar pão para a ceia (refeição).
Um dia, meu pai chegou do trabalho e nos encontrou em conflito, com a cesta no chão entre nós. Ele estava bastante cansado, porém, ao invés de se sentar um pouco para descansar, voltou-se para mim e me disse em tom carinhoso:
---Filha, dê-me a cesta.
---Eu dei de pronto, certa de que tinha levado a melhor e que um dos meus irmãos ia ser mandado à padaria. Mas não foi isso o que aconteceu. Dirigindo-se a nós todos, propôs-nos o seguinte:
---Filhos, até aqui eu tenho dado o dinheiro e vocês fazem as compras. Vamos mudar um pouco. Vocês vão dar o dinheiro e eu irei fazer as compras. Já estou com a cesta e vou à padaria buscar o pão. Vocês, por favor me dêem o dinheiro para pagar o pão.
Aquela mudança inesperada assustou a todos e ficamos por um instante a nos entreolhar sem dizer palavra.
Sem suportar por mais tempo a situação, tomei-lhe a cesta, peguei o dinheiro e fui buscar os pães, muito pensativa, deixando meus irmãos em um silêncio de perplexidade. Papai foi tomar seu banho como se nada tivesse acontecido.
Voltei, e quando já estávamos todos sentados à mesa para a refeição, com muita cordialidade ele se dirigiu à nós :
---Filhos, disse, a ceia representa uma benção de Deus para o esforço de cada um de nós. Deus nos abençoou para que eu pudesse trabalhar e ganhar o dinheiro, vocês fizessem as compras com ele e sua mâe cozinhasse a comida. Assim, todos nós nos alimentamos e sentimos satisfeitos. A cooperação é a garantia do lar e da humanidade inteira. Quando ela falta, a benção de Deus não pode ser realizada. Ao longo de toda vida, vocês verão que isso acontece.
Depois disso, nossa atitude mudou. A lição serviu para todos nós e ainda hoje, quando nos reunimos, lembramo-nos de papai e daquela ceia. Toda vez que a nossa colaboração, para qualquer trabalho digno, nos é solicitada, lembramo-nos daquela cesta de carregar pão e, alegremente aceitamos os encargos certos de que, assim, a benção de Deus nos estará beneficiando e beneficiando a todos.
Gostaram da história? 

2 comentários:

Regina Costa disse...

Muito esclarecedora essa história. sou fã do trabalho de vocês. Obrigada!

Regina Costa disse...

Muito esclarecedora essa história. sou fã do trabalho de vocês. Obrigada!

Postar um comentário