Conviver com as Diferenças – preconceito



Objetivo: desenvolver respeito ao semelhante Incentivação: levar em uma sacola um sapo de brinquedo; pedir que cada um , através do tato, procure adivinhar o que tem dentro da sacola; depois que adivinharam perguntar quem gostaria de imitar um sapo.
Desenvolvimento:

  • contar a história " O Sapinho Quá - Quá "
  • refletir com eles, no decorrer da história: o fato de Quá - Quá ser diferente o tornava melhor ou pior que os irmãos ? Alguma vez vocês foram criticados ou discriminados
    ( explicar o significado dessas palavras ) por serem diferentes dos demais ?
    O que sentiram ?
  • deixar que relatem suas experiências, ressaltando a importância de não fazermos aos outros o que não queremos para nós; que todos temos algum tipo de deficiência; que não devemos julgar ou criticar alguém pela aparência ou por alguma dificuldade que traga.
  • concluir explicando que cada um de nós é único e especial; que ninguém vive sozinho; que necessitamos de algum modo uns dos outros; que onde paramos o outro continua; que somos seres inter-relacionados onde um oferece a mão ao outro formando a grande marcha do crescimento universal.
  Fixação: colagem em uma cartolina de pessoas diferentes em torno do slogan: " cada ser é único e especial ".
(Anexo gravuras)
O Sapinho Quá-Quá
Quá-Quá era um sapinho
Junto com os manos, nascidos na mesma ninhada, viera até o brejo para os primeiros saltos.
A alegria era geral.
Quá-Quá, porém, chegava sempre por último.
- Agora, dizia já a mamãe-sapo, vocês verão como se dá o primeiro salto.
E tomando posição , ela pulou.
Aquilo foi uma festa para todos.
- Bem- ponderou a mãe-sapo-, já que aplaudiram é porque aprenderam a lição. Vamos, portanto, todos pular. Um de cada vez.
Cada um escolhia uma direção e ...zapt !
Quando chegou a vez de Quá-Quá, já que todos haviam saltado, ficaram a olhá-lo. E o pobrezinho abaixa-que-abaixa, ensaia-que-ensaia e ...zapt !
Zapt e ...plaft !
Dá com o nariz numa árvore.
Foi só sapinho que caiu pelo chão, de barriga para cima, rebentando de tanto dar risada com o desastroso pulo de Quá-Quá.
- Outra vez! – exigiu a mamãe-sapo.
Quá-Quá ensaiou...ensaiou e ...zapt !
Zapt e ...plaft!
Novamente esfolou-se numa árvore !
Todos os sapinhos caíram na gargalhada.
A mãe-sapo, nessa altura, ralhou por silêncio.
Aproximou-se preocupada de Quá-Quá.
Olhou bem no fundo dos olhos do sapinho.
Ora essa! – lastimou-se desconcertada.- Não há de ver que Quá – Quá tem um defeito na vista !
Sem perda de tempo, procuraram Coim-Coim.
O velho Coim-Coim, em cuja sabedoria e experiência todos confiavam, depois de examinar e examinar o sapinho, concluiu que, pela primeira vez, estava diante de um batráquio que precisava de óculos.
Um sapo de óculos! – resmungou, coçando o cocuruto.
E não houve jeito.
Quá-Quá passou a usar óculos.
Acontece, porém, que por mais se caprichasse no estilo da armação dos óculos, não conseguiam fazê-la parar no lugar.
Era ensaiar um pulo e ... ploft... caíam os óculos ao chão !
Quá-quá, dessa forma, não podia mesmo saltar.
E um sapo que não salta, era logo ridicularizado pelos próprios irmãos, contra a vontade da mamãe-sapo. Os danadinhos, mesmo sabendo das dificuldades d visão de Quá-Quá, não perdiam vaza de aborrecê-lo de todas as formas.
O pobrezinho sentia-se muito, muito infeliz.
Um dia, os sapinhos combinaram brincar na lagoa Cuidado com o Nico! – advertiu a mãe-sapo -. Aquele menino prende numa gaiola quanto sapinho encontre... e não solta nunca mais !
Tomaremos cuidado, mamãe.
Ela , contudo, não ficou satisfeita.
Se ele aparecer... sumam depressa !
Faremos isso, mamãe.
E lá se deram pressa de ir para a lagoa.
O pobre do Quá-Quá, mal-ajeitado em seus óculos, não quis perder a oportunidade de acompanhá-los à lagoa, E, por não saltar igual aos outros, seguia o alegre grupo, muitos e muitos metros para trás.
Vez por outra, ouvia os irmãozinhos:
Olhe que o Nico o pega!
Troçavam com o seu defeito.
Quando na lagoa, todos mergulhavam na água branquinha, e se entretinham a brincar de esconde-esconde nas pequenas ilhas e nos arbustos que ali cresciam.
Quá-Quá, de óculos, ficava à margem.
Ninguém se lembrava dele.
Num momento, porém, Quá-Quá tomou posição.
Ajeitou-se para um grande salto, derrubando os óculos e, mesmo assim, corajosamente se arremessou sem direção certa e...zapt !
Caiu junto de seus manos.
-Nico! Nico vem vindo! – falou quase sem fôlego.
Os irmãos, apavorados, só então ouviram as pisadas do menino, já muito perto, que voava na direção em que eles se encontravam.
Foi um corre-corre.
Nico andou de um lado para outro, com sua terrível gaiola a balançar nas mãos, mas todos os sapinhos estavam muito quietos, tremendo e suando, escondidinhos, escondidinhos, assim como a mamãe-sapo mandara.
Ele cansou de procurar.
Naquele dia, não apanhou nenhum sapinho.
Depois de muito tempo, quando se afastou ,todos saíram de seus esconderijos, mais aliviados e se reuniram em torno de Quá-Quá.
-Puxa! – exclamou um dentre eles – Se não fosse Quá-Quá !
Todos, então, puseram-se a procurar os óculos de Quá-Quá e, quando voltaram para casa, contaram tudo o que acontecera à sua mãe.
A mãe-sapo, após ouvi-los, disse-lhes:
-Aí está, meus filhos! Ninguém deve ser desprezado, por este ou aquele defeito que traga! Se dum lado faltou visão a Quá-Quá, por outro passou a ter tão bons ouvidos que é capaz de ouvir mais do que todos juntos.
Eles concordaram.
-Ah! Se não fosse Quá-Quá !
A partir daquele dia, os sapinhos, quando iam a algum lugar, sempre convidavam Quá-Quá para fazer-lhes companhia. Pulavam um pouco menos e, assim, iam juntos.
Quá-Quá, de óculos, vigiava por eles!
    
Bibliografia:
Do livro de Roque Jacintho " O Peixinho Azul ".

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