Bens materiais e espirituais - Consumo



Prece inicial
Primeiro momento: pedir aos evangelizandos que imaginem que eles estão em uma enorme loja, onde é possível comprar tudo o que desejam, apenas escrevendo no papel previamente distribuído a cada um. Oportunizar alguns minutos para que eles concluam a tarefa.
Segundo momento: contar a história "Mãe me dá um celular? (anexo)
Para o 1º Ciclo contamos a história em forma de teatro, onde uma evangelizadora fez o papel da mãe e a outra da filha. Fizemos uma lista prévia de coisas da moda que as crianças gostariam de ter (pode-se pedir sugestões de brinquedos, roupas, sapatos, tênis, jogos, computador, internet, celular, canetas aromáticas e material escolar mais freqüentemente pedidos pelas crianças da idade dos evangelizandos, pois os interesses mudam de acordo com a idade e a época que a infância acontece). As mães são "especialistas" em fazer essas listas.
Terceiro momento: conversar com as crianças sobre a história, usando os seguintes questionamentos:
ü       A TV incentiva o consumo? Por quê? (Sim, pois passa a falsa idéia de que precisamos de coisas que não são importantes ou necessárias para nossa vida.)
ü       Desejamos coisas só porque os outros têm? (Roupas de marca, celular, jogos, tênis, mochilas entre outras coisas.)
ü       As coisas materiais são importantes? Por quê? (É preciso dinheiro para viver, para manter-se materialmente.)
ü       Por que algumas pessoas têm muito dinheiro e outras nem tanto? (Reencarnamos ricos ou pobres para aprender e evoluir, de acordo com a necessidade daquela existência.)
ü       Deus gosta mais de quem tem mais dinheiro? (Não. Deus ama todos seus filhos igualmente. As pessoas devem ser valorizadas por suas virtudes e não pelo que possuem materialmente.)
ü       É necessário ter muito dinheiro para ajudar alguém? (Não. Podemos doar amor, atenção, respeito, boas energias, uma prece, entre outras coisas.)
Quarto momento: pedir que os evangelizandos revejam a lista que escreveram, cortando os itens, como fez a garota da história, a partir dos seguintes critérios (devem ser riscados na ordem indicada abaixo, passando para o item seguinte apenas quando já tiver riscado o anterior, a fim de facilitar a visualização do objetivo final).
1 - Coisas muito caras ou que sabem que os pais não podem comprar;
2 - Coisas que possuem ou não tem utilidade real;
3 - Coisas que querem ter apenas porque os amigos ou os colegas têm;
4 - Coisas que desejam apenas porque está na moda.
Quinto momento: pedir que eles colem a lista no caderno e, em seguida, escrevam a seguinte pergunta:
QUAIS SÃO OS BENS MAIS IMPORTANTES QUE POSSUÍMOS?
A resposta deve ser BENS ESPIRITUAIS, ou seja, as qualidades que desenvolvemos, as boas ações que praticamos, o conhecimento que adquirimos, o afeto que temos pelos amigos e familiares.
Lembrar que os bens materiais são passageiros e que os bens espirituais permanecem. Pedir então que escrevam vários bens espirituais que já possuem ou que gostariam de possuir, colando abaixo da lista anterior. Lembrar que nunca possuimos virtudes em excesso e que não é necessário dinheiro para adquiri-las, mas sim boa vontade, determinação e esforço individual.
Sugestões de bens espirituais: perdão, paciência, harmonia, confiança, estudo, bondade, gratidão, alegria, bom humor, sensibilidade, desapego, educação, lealdade, entusiasmo, doçura, paz, carinho, responsabilidade, fé, humildade, simplicidade, cooperação, prece, trabalho, respeito, calma, coragem, sinceridade, justiça, amor, honestidade.
Sexto momento: opcional, caso sobre tempo ou como Tarefa de Casa: Caça-palavras ou Cruzadinha (pode ser adaptada, colocando mais letras como dicas, a fim de facilitar a atividade - conforme a idade das crianças).
Prece de encerramento

            História:Mãe, me dá um celular?
- Mãe, me dá um celular?- é Lara, novamente pedindo à mãe a mesma coisa.
- Filha, nós já conversamos sobre isso...
- Mas, mãe, eu preciso muito de um... insiste a garota.
- Será? Vamos fazer um teste? Tome caneta e papel. Você vai anotar tudo o que você acha que precisa ter - desafiou Dona Carla.
No dia seguinte, a lista de Lara estava enorme. Influenciada pelos comerciais na TV e pelos amigos, ela queria o celular, mas também canetas aromáticas, xampu Y, roupas da marca X, diversos brinquedos e muitas outras coisas.
- O passo seguinte do teste - explicou a mãe - é riscar todas as coisas que você acha que não temos dinheiro para comprar. Lembre-se: temos que pagar a conta de água, de luz, o aluguel, a sua escola, comprar comida...
- Entendi, mãe - Lara interrompeu.
Ela começou, então, a riscar. Tirou da lista as roupas da marca X, e as botas Z, e muitos outras coisas, pois eram muito caras.
O item seguinte era avaliar a utilidade, explicou Dona Carla. Pra que serviam mesmo as canetas aromáticas? Assim, muitas coisas foram tiradas da lista porque Lara já tinha, como uma mochila para ir à escola. A lista diminuiu bastante.
- Certo, disse a mãe. O próximo passo é riscar tudo o que você quer só porque os outros têm ou porque está na moda.
Ao final, não restaram muitas coisas na lista. Foi quando Dona Carla perguntou:
- O que restou são coisas realmente importantes para você?
A garota ficou pensando...
- Você percebeu, filha, que achamos que precisamos de coisas que não são realmente necessárias, úteis ou importantes?
- Mas precisamos de muitas coisas para viver... argumentou a garota.
- É verdade, concordou a mãe. Mas, às vezes, imaginamos que precisamos muito de coisas inúteis ou que não podemos comprar. Não é errado querer ter conforto e aproveitar as coisas que temos. Mas o principal objetivo da vida não é adquirir coisas materiais.
- A gente vale pelo que é, não pelo que tem - lembrou a garota.
- Isso mesmo, disse Dona Carla com carinho. Cada pessoa deve ser amada pelo que é e pelo esforço que faz para possuir as virtudes ensinadas por Jesus: amor, paz, perdão, caridade... A verdadeira felicidade independe do que se pode comprar, porque ela vem da paz e do amor que temos no coração.
Quanto ao celular, elas combinaram que Lara não ganharia o aparelho apenas porque está na moda ou os seus colegas têm. Mas, quando ela tiver realmente necessidade de um, se seus pais puderem comprar, ela terá o telefone, sim.

1 comentários:

Elaine Araújo disse...

Muito bom...mesmo,obrigada !!!

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